terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ironias e Bolinhas a Parte


Como o clima eleitoral já anda meio pesado e, de certa forma, cansativo, nesse final de campanha. E para que ninguém me acuse de estar puxando a brasa para minha candidata, nesta semana resolvi relaxar, ou seja, pegar leve em relação às obras do metro de Sampa, onde quem pega pesado mesmo são os trabalhadores e os fraudadores de licitação. E antes que alguém me jogue alguma bolinha de papel ou coisa parecida, resolvi usar capacete à prova de vigas e vergalhão também.

Falando sério, diz o professor de filosofia da USP, Vladimir Safatle, que “uma das características da inteligência é a capacidade de operar distinções", talvez seja essa capacidade que necessita ser desenvolvida por uma boa parte da nossa população. E olha que não é só o povo pobre que precisa, como costumam dizer alguns pseudo-especialistas e outros tantos preconceituosos. Muita gente que anda de nariz arrebitado se achando o supra-sumo disso ou daquilo, ainda não aprendeu a fazer distinções, inda mais quando se trata de política e não de novelas ou futebol.

Em se tratando de animais, acredito que os tucanos(as aves), se possível fosse, deveriam processar o PSDB pelo mau uso da imagem deles. Eu que sou um defensor do meio ambiente que, para os leigos, inclui a flora e a fauna, fico constrangido quando vejo um tucano belo em sua plumagem e cores, sendo olhado com desconfiança. Devia ter uma Lei que impedisse o uso de animais em siglas partidárias, em certos casos, isso depõe contra o inocente bicho. Outro dia, inclusive, vi um tucano apanhando de uns pardais no sítio de um amigo. Segundo me informou um ornitólogo, ultimamente os tucanos, por razões ambientais, têm sofrido alterações comportamentais transformando-se em predadores dos ninhos de aves menores, daí o peteleco que ele estava levando dos pássaros. Nada a ver com bolinhas de papel ou coisas do gênero.

Para informação dos machistas de plantão e das mulheres que votam de acordo com o patrão, a terceira e última mulher a governar o Brasil foi Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, a Princesa Isabel, que foi também a primeira Senadora. Conhecida como a Redentora, mulher de refinada educação, foi aliada dos abolicionistas e em 13 de maio de 1888 sancionou a Lei Áurea abolindo a escravatura no Brasil.

Concluindo, quem sabe se soubéssemos “operar distinções” como disse o citado professor, as eleições deste ano poderiam ter tido um caráter pedagógico primoroso, mas, pelo visto, ainda temos muito chão para caminhar e muita bolinha de papel para driblar. Aliás, ironias a parte, se fosse algum partidário da Marina que tivesse jogado bolinhas no candidato tucano, com certeza elas teriam sido de papel reciclado, ou então nem jogaria, respeitando a tal neutralidade da candidata. Para efeito elucidativo ou didático, neutralidade em política não existe, é só um eufemismo utilizado principalmente por políticos quando querem ficar em cima do muro.

Até breve.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alguém Que Me Fala feliz



Dia desses ouvi, e não foi a primeira vez, alguém dizer: “ Preciso encontrar alguém que me faça feliz”. Não sei o que você pensa disso, mas, parece-me que há um traço cultural de baixa auto-estima nesse comportamento de sempre delegar aos outros a responsabilidade por aquilo que é da competência do próprio indivíduo, ou então, no que se refere a relacionamentos amorosos, parece-me fazer parte do imaginário de cada um essa expectativa de encontrar alguém que venha lhe suprir as necessidades afetivas como se fosse num passe de mágica. Doce ilusão, eu diria! Essa de acreditar que alguém vá encontrar outra criatura prontinha e disponível para lhe amar ou lhe fazer feliz. A realidade é que, quando muito, pode-se procurar por alguém para ser feliz juntos, para construir dia pós dia aquilo que venha a ser felicidade.

Ame-se! Essa é premissa principal para você que almeja um relacionamento satisfatório. Sem que você tenha amor por si próprio, sem que se autovalorize, dificilmente irá encontrar alguém que lhe ame verdadeiramente e o respeite. Sonhar é bom, mas viver no mundo da fantasia é próprio de quem vive a fugir da vida.

Boa Reflexão e viva consciente.

Quinua, Alimento Saudável e Completo




A quinua é uma excelente fonte de carboidrato de baixo índice glicêmico, que leva mais tempo para ser transformado em açúcar no sangue. Isso evita a produção em excesso de insulina, o hormônio responsável pelo estoque de gordurinhas. Ainda tem vitaminas, sais minerais e gordura boa. Mas é a proteína de alto valor biológico que faz desse grão um alimento especial. “A quinua tem uma combinação de aminoácidos (componentes da proteína) semelhante à do arroz e feijão juntos”, atesta Jaime Farfan, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade de Campinas (Unicamp). Cada grão contém 20 aminoácidos diferentes, entre eles a metionina e a lisina, responsáveis pela formação de uma proteína completa e de boa absorção – quase uma exclusividade dos alimentos de origem animal. Por isso, você pode recorrer a ele para recuperar e manter os músculos – importante para acelerar o metabolismo e, com isso, queimar mais calorias. A vantagem é ser livre da gordura saturada das carnes, que, em excesso, prejudica o coração. Ao contrário: tem ômega 3, gordura que limpa as artérias.

Ok, a quinua não tem a mesma quantidade de ferro que a carne. Porém, ganha de qualquer outro cereal também nesse quesito. Em cada 100 gramas, são 10,9 miligramas do mineral, que combate a anemia e garante pique. “Essa é uma ótima notícia para quem come pouca (ou nenhuma) carne vermelha”, afirma a nutricionista Heloísa Guarita, da Clínica RGNutri, em São Paulo. O mix de fibras e vitaminas (C, E e especialmente as do complexo B) completa a valiosa ficha nutricional da quinua, considerado pela Food and Agriculture Organization (FAO) o melhor e mais completo alimento de origem vegetal.

Importada da Bolívia, a embalagem com meio quilo custa entre 11 e 14 reais. O preço é salgado? Se você comparar com o de uma caipirinha de saquê, comum na happy hour, não é tanto assim. Lembre-se de que o cereal é fonte de proteína, nutriente mais caro que os outros. Além disso, chega a triplicar de tamanho depois de cozido – ou seja, um pacotinho dá para várias receitas. As que apresentamos aqui são feitas com as diferentes versões de quinua encontradas nos supermercados (grão, farinha, flocos e até macarrão). Entre nessa onda!

fonte: http://boaforma.abril.com.br/dieta/pro-musculos/quinua-proteina-grao-488349.shtml

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Superação


Sempre que diante de algum desafio você você usa de argumentos tipo: "isso é muito difícil", "eu não consigo", "eu não possso", etc., você está atestando sua incapacidade de superação. Pense Nisso!
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Consciência


A grau de espiritualidade de qualquer pessoa tem mais a ver com a sua consciência, do que com aquilo que ela acredita. É sua consciência que norteia o seu agir no mundo e o modo como se relaciona com os outros. Em síntese, isso significa que a espiritualidade é algo que se pratica, não fica apenas no pensamento.

sábado, 2 de outubro de 2010

Mitos Prejudicam Tratamento do Transtorno Bipolar


Pacientes e familiares ignoram natureza biológica da doença e duvidam da eficácia da medicação, o que causa crises e recaídas

GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO

Crenças sobre o transtorno bipolar causam baixa adesão dos pacientes ao tratamento.
Há quem creia que a doença é só um problema emocional, e que remédios fazem mais mal do que bem. São mitos endossados por quase metade dos doentes e familiares, diz pesquisa do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da USP.
Foram avaliados frequentadores de encontros no instituto: 40% têm crenças errôneas sobre a natureza da doença, o papel da família e os efeitos da medicação.
A doença se caracteriza por crises de euforia e depressão. Em geral, surge na adolescência ou início da vida adulta e tem forte componente genético.
"Foi uma surpresa encontrar essas crenças em pessoas que frequentam encontros psicoeducacionais", diz Ricardo Moreno, diretor do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do IPq.

ALIANÇA TERAPÊUTICA
Moreno afirma que o controle do transtorno depende de aliança terapêutica com o paciente e parentes. "Qualquer interferência, seja da crença do paciente ou da família, pode levar à interrupção do tratamento."
"É bem comum que o paciente abandone o tratamento por não acreditar na doença", reforça a psiquiatra Thaís Zélia dos Santos, da Santa Casa de São Paulo.
O tratamento inclui remédios para estabilizar o humor. "O medicamento é essencial e para a vida toda. Os pacientes me perguntam se vão virar escravos. Eu digo: quem tem depressão ou mania não tem liberdade, tem um sofrimento que não controla e um comportamento que traz consequências."
Sem tratamento, bipolares podem levar vida normal por períodos, já que a doença é cíclica. Só que vão acumulando danos nas relações.
A doença não tem cura. "Precisamos combater a ignorância, o preconceito e o estigma. Preconceito e estigma começam no próprio indivíduo e na família. Eles precisam mudar a atitude, e não esperar que o mundo se transforme", diz Moreno.

Fonte: Folha de São Paulo

Indústria Farmaceutica é Acusada de Inventar Doença!


Saiu no "British Medical Journal': laboratórios inventaram disfunção sexual feminina para lançar Viagra da mulher

Artigo em periódico científico diz que pesquisas em hospitais foram financiadas; empresas se defendem

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Análise publicada na última edição do "British Medical Journal" acusa a indústria farmacêutica de ter financiado pesquisas para transformar falta de desejo feminino em doença. Objetivo: vender remédios.
O texto de Ray Moynihan, professor da Universidade de Newcastle, Austrália, e jornalista de saúde, diz que a Pfizer financiou cursos em hospitais dos EUA dizendo que 63% das mulheres têm alguma disfunção sexual - e que testosterona e sildenafila (componente do Viagra, medicamento produzido pelo laboratório) seriam úteis para tratar o problema.
No Brasil, em junho, a Boehringer apresentou o medicamento Flibanserina como promessa para a falta de desejo entre as mulheres. No mesmo mês, conselheiros da FDA (agência reguladora dos EUA) contestaram a eficácia do "Viagra feminino".
Para o psiquiatra Sérgio Campanella, do Hospital das Clínicas, congressos que apostem no sucesso definitivo dos remédios só contribuem para a desinformação.
"A libido não é resolvida a contento pelas substâncias químicas que a pessoa ingere, mas pela identificação dos fatores psíquicos que estão por trás dela."

OUTRO LADO
A Pfizer informou que "sempre se pauta em dados médicos para falar de doenças que afetam a população" e que já fez testes com Viagra para o tratamento de disfunções sexuais femininas, mas que os estudos da eficácia foram "inconclusivos".
Já a Boehringer disse que os medicamentos pesquisados e desenvolvidos por ela "são fundamentados em estudos clínicos precisos e de acordo com protocolos exigidos pelos órgãos reguladores nacionais e internacionais".

Fonte: Folha de São Paulo