sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Roda Viva - Chico Buarque

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bom Tempo Para 2011


Neste momento de transição temporal, onde a criatura humana tem por necessidade deitar um olhar interrogativo sobre o novo ano que irá se iniciar, faz-se mister saber que o ano de 2011 será como você quiser que ele seja. Como diria o nosso amado poeta, Carlos Drummond de Andrade*, ele será bom se você o ajudá-lo a ser bom, ou seja, compete a cada um fazer o melhor a cada dia.

O novo ano se apresenta como um livro aberto a ser ainda escrito por nós. Dependendo em muito da nossa criatividade, dinamismo e preparo para transformá-lo num sucesso ou não. A nossa história é feita de tempo. Um segundo, um minuto, uma hora, um dia, e assim sucessivamente segue a nossa vida. Cada ação conta quem somos, o que seremos ou queremos ser.

A nossa história também se compõe de conhecimento. Na ignorância nos perdemos de nós mesmos, seduzidos que podemos ser por atalhos que poderão nos perder ou atrasar nossa jornada. Na arrogância pensamos já saber tudo, criamos a ilusão da autosuficiência quando cada vez mais temos prova de que somos todos aprendizes da vida neste universo em constante mutação.

Amor, benevolência, humildade, solidariedade, compreensão, consciência, alegria, autenticidade, humanismo, compartilhamento, honestidade, ética, são alguns valores, princípios, virtudes ou hábitos que podemos cultivar a todo tempo e lugar. É tempo de investir no “ser” humano e espiritual. Cabendo a cada um a responsabilidade de escolher e semear boas sementes para que 2011 seja um tempo bom e pródigo em boa colheita.

Boa Reflexão e viva consciente.


*Carlos Drummond de Andrade, escreveu o poema Previsão do Tempo para 1967

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Educação Muito Ruim



Na verdade não precisaria ninguém lá de fora vir aqui dizer em que nível anda a nossa educação, mas, por via das dúvidas, aí vai a informação:

O Brasil ficou em 53º lugar entre 65 países no último ranking do Pisa Em edição publicada nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist diz que dados recém-divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que a educação brasileira teve "ganhos sólidos" na última década.

Ainda assim, a revista afirma que "o progresso recente meramente elevou o nível das escolas de desastroso para muito ruim".

A Economist se referia à divulgação, na última terça-feira, do 4º Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mediu o nível da educação em 65 países. O Brasil ficou na 53º colocação, tendo obtido 412 pontos em leitura, 386 em matemática e 405 pontos em ciência.

O desempenho do país em cada uma das três áreas foi, em média, 20 pontos superior ao registrado no último teste, em 2006. O resultado fez com que a OCDE considerasse que o caso brasileiro revelava "lições encorajadoras".

Em entrevista à Economist, a pesquisadora Barbara Bruns, do Banco Mundial, cita entre os motivos para a melhoria o sistema brasileiro de avaliação escolar, criado há 15 anos.

"De um ponto de partida em que não havia nenhuma informação sobre o aprendizado do estudante, as duas (últimas) presidências construíram um dos sistemas de medição de resultados educacionais mais impressionantes do mundo", disse ela.

Apesar do avanço, a revista diz que dois terços dos jovens de 15 anos são incapazes de fazer qualquer coisa além de aritmética básica.

"Mesmo escolas privadas e pagas são medíocres. Seus pupilos vêm das casas mais ricas, mas eles se tornam jovens de 15 anos que não se saem melhor que um adolescente médio da OCDE", afirma a publicação.

Segundo a Economist, uma das razões para a má qualidade do ensino é o desperdício de dinheiro. "Como os professores se aposentam com salários integrais após 25 anos para mulheres e 30 para homens, até a metade dos orçamentos da escola vai para as aposentadorias", diz a revista.

A publicação afirma ainda que, exceto em poucos locais, professores podem faltar em 40 dos 200 dias escolares sem ter o salário descontado.

A Economist diz que o país estabeleceu a meta de alcançar a média da OCDE na próxima década, mas alerta que, "no ritmo atual, chegará só até a metade do caminho".

A solução, aponta a revista, é propagar iniciativas como a da cidade do Rio (que combate a falta de professores dando pagando bônus às escolas que atingirem metas) e a do Estado de São Paulo (que criou plano de carreira a professores que vão bem em testes de conhecimento).

"Se o Brasil alcançar a nota, será porque conseguiu espalhar essas práticas inovadoras por todos os cantos", conclui a revista.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ironias e Bolinhas a Parte


Como o clima eleitoral já anda meio pesado e, de certa forma, cansativo, nesse final de campanha. E para que ninguém me acuse de estar puxando a brasa para minha candidata, nesta semana resolvi relaxar, ou seja, pegar leve em relação às obras do metro de Sampa, onde quem pega pesado mesmo são os trabalhadores e os fraudadores de licitação. E antes que alguém me jogue alguma bolinha de papel ou coisa parecida, resolvi usar capacete à prova de vigas e vergalhão também.

Falando sério, diz o professor de filosofia da USP, Vladimir Safatle, que “uma das características da inteligência é a capacidade de operar distinções", talvez seja essa capacidade que necessita ser desenvolvida por uma boa parte da nossa população. E olha que não é só o povo pobre que precisa, como costumam dizer alguns pseudo-especialistas e outros tantos preconceituosos. Muita gente que anda de nariz arrebitado se achando o supra-sumo disso ou daquilo, ainda não aprendeu a fazer distinções, inda mais quando se trata de política e não de novelas ou futebol.

Em se tratando de animais, acredito que os tucanos(as aves), se possível fosse, deveriam processar o PSDB pelo mau uso da imagem deles. Eu que sou um defensor do meio ambiente que, para os leigos, inclui a flora e a fauna, fico constrangido quando vejo um tucano belo em sua plumagem e cores, sendo olhado com desconfiança. Devia ter uma Lei que impedisse o uso de animais em siglas partidárias, em certos casos, isso depõe contra o inocente bicho. Outro dia, inclusive, vi um tucano apanhando de uns pardais no sítio de um amigo. Segundo me informou um ornitólogo, ultimamente os tucanos, por razões ambientais, têm sofrido alterações comportamentais transformando-se em predadores dos ninhos de aves menores, daí o peteleco que ele estava levando dos pássaros. Nada a ver com bolinhas de papel ou coisas do gênero.

Para informação dos machistas de plantão e das mulheres que votam de acordo com o patrão, a terceira e última mulher a governar o Brasil foi Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, a Princesa Isabel, que foi também a primeira Senadora. Conhecida como a Redentora, mulher de refinada educação, foi aliada dos abolicionistas e em 13 de maio de 1888 sancionou a Lei Áurea abolindo a escravatura no Brasil.

Concluindo, quem sabe se soubéssemos “operar distinções” como disse o citado professor, as eleições deste ano poderiam ter tido um caráter pedagógico primoroso, mas, pelo visto, ainda temos muito chão para caminhar e muita bolinha de papel para driblar. Aliás, ironias a parte, se fosse algum partidário da Marina que tivesse jogado bolinhas no candidato tucano, com certeza elas teriam sido de papel reciclado, ou então nem jogaria, respeitando a tal neutralidade da candidata. Para efeito elucidativo ou didático, neutralidade em política não existe, é só um eufemismo utilizado principalmente por políticos quando querem ficar em cima do muro.

Até breve.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alguém Que Me Fala feliz



Dia desses ouvi, e não foi a primeira vez, alguém dizer: “ Preciso encontrar alguém que me faça feliz”. Não sei o que você pensa disso, mas, parece-me que há um traço cultural de baixa auto-estima nesse comportamento de sempre delegar aos outros a responsabilidade por aquilo que é da competência do próprio indivíduo, ou então, no que se refere a relacionamentos amorosos, parece-me fazer parte do imaginário de cada um essa expectativa de encontrar alguém que venha lhe suprir as necessidades afetivas como se fosse num passe de mágica. Doce ilusão, eu diria! Essa de acreditar que alguém vá encontrar outra criatura prontinha e disponível para lhe amar ou lhe fazer feliz. A realidade é que, quando muito, pode-se procurar por alguém para ser feliz juntos, para construir dia pós dia aquilo que venha a ser felicidade.

Ame-se! Essa é premissa principal para você que almeja um relacionamento satisfatório. Sem que você tenha amor por si próprio, sem que se autovalorize, dificilmente irá encontrar alguém que lhe ame verdadeiramente e o respeite. Sonhar é bom, mas viver no mundo da fantasia é próprio de quem vive a fugir da vida.

Boa Reflexão e viva consciente.