segunda-feira, 26 de julho de 2010

Autoestima e Comunicação



Como especialista em autoestima, cheguei à conclusão de que podemos avaliar o grau de autoestima de alguém ou de nós mesmos utilizando-se de algumas premissas. Uma delas, já citada em outros textos, está relacionada à qualidade do uso do tempo, e a outra não menos importante, que por hora destaco, refere-se ao modo como a pessoa se comunica. Isto porque a comunicação interpessoal é também elemento integrante da expressão da autoestima.
Para ilustrar a presente reflexão cito um exemplo pessoal. Em outros tempos já fui uma pessoa muito tímida e, pela dificuldade em expressar com clareza o que estava pensando ou sentindo, acabei contribuindo para que muitas situações acabassem por gerar sérios transtornos em minha vida. Só que, por falta de uma compreensão mais apurada acerca de mim mesmo, na época desenvolvi a crença de que ninguém me compreendia, de que eu era vítima de todos e de tudo. E, assim, fui colecionando perdas, fracassos e relacionamentos insatisfatórios.
Aprendi por mim mesmo que, muitos daqueles que se dizem incompreendidos não percebem que são eles próprios os responsáveis por não se fazerem compreender; que muitas vezes não há como os outros adivinharem o que estamos pensando ou sentindo quando não nos comunicamos com clareza. Às vezes, na base de certas crises relacionais o que fica evidente é justamente a falha ou ausência de comunicação. Muitos casais, por exemplo, até tentam se relacionar melhor, porém, pecam ao deixar de expor com maior nitidez o que cada um sente ou pensa em relação ao outro, ou sobre a situação em vigor. Em sendo assim, cada um, a seu modo, vai acumulando insatisfações que inevitavelmente acabam por alimentar e gerar crises, às vezes, irremediáveis.
Às vezes, costumo dizer que toda pessoa precisa aprender a ser honesta consigo mesma, mas, por isso soar estranho para algumas pessoas, elas indagam: “como posso faltar com a verdade comigo mesmo?”. A questão é simples, sempre que diante do outro você não se assume por inteiro como você é, neste exato momento você também está faltando com a verdade para consigo. Ser honesto consigo próprio significa deixar de viver disfarces, romper com a encenação de papéis mostrando o seu “eu” verdadeiro, pois, toda convivência amparada na falta de autenticidade um dia ou outro será descoberta. Aquele que não é autentico vive sempre preocupado e ansioso por temer a todo tempo que descubram a sua farsa. Por outro lado, aquele que age de maneira transparente, sendo quem realmente é, vive com maior leveza e satisfação por não ter nada a esconder.
Enfim, quem possui a autoestima equilibrada se comunica com eficiência. É integro ao falar de si mesmo, expressa com serenidade suas opiniões e sentimentos, expõe com competência suas habilidades pessoais.
Boa Reflexão e viva consciente.

domingo, 25 de julho de 2010

Você Pode Transcender




Suas ações mostram quem você é,
seja arquiteto e construtor da sua vida.


Numa palestra em uma escola, um menino me perguntou: “O que a família tem a ver com a autoestima?”. De pronto, eu respondi: “tudo a ver”. Ele argumentou novamente: “Então se eu não tenho autoestima, minha família é culpada?”. A seguir repasso para vocês, o meu pensamento a respeito do assunto.
Não me apraz a idéia de culpar a família pura e simplesmente, até porque, soa muito fácil jogarmos toda responsabilidade nos pais pelos desacertos dos filhos. Não podemos esquecer, também, que os eles herdaram de seus próprios pais e antepassados o modelo de educação que repassaram ou repassam. Penso ainda que, quando se radicaliza nessa idéia corre-se o risco de passar a vida inteira culpando a outrem por tudo de negativo que nos acontece, ao invés de fazermos algo para mudar.
Por outro lado, acredito que o indivíduo educado num ambiente familiar estimulante e nutritivo afetivamente, tenha maior possibilidade de aprender atitudes que reforcem sua autoestima. Da mesma forma que aquele educado num ambiente onde predominou a crítica, e teve os limites impostos através do medo ou da chantagem emocional, tenha dificuldades na manutenção de uma autoestima equilibrada. Levado às devidas proporções, esse raciocínio também se aplica ao âmbito escolar onde parte da formação educacional se realiza, uma vez que os professores, salvo raríssimas exceções, reproduzem o modelo pelo qual foram educados.
Indo um pouco mais além na reflexão, podemos dizer que a personalidade ou caráter do indivíduo está presente em tudo àquilo que ele faz. É no seu modo de agir que ele revela-se, que exterioriza seus valores e tudo mais que está contido em seu interior. Porém, vale uma ressalva, isso nem sempre acontece de modo consciente, já que muitas vezes o que prevalece em seu comportamento é fruto de seu inconsciente, daquilo que, por algum motivo, está reprimido ou lhe é desconhecido. É por isso, então, que a pessoa que deseja manter-se emocionalmente em equilíbrio necessita investir mais tempo na atitude de autoconhecer-se, ou seja, de aprofundar o conhecimento que tem de si próprio. Buscando transformar e tornar consciente o conceito que tem de si mesmo, para expressar em cada atitude seus melhores valores, suas autênticas qualidades, além do respeito e o amor que acredita também merecer.
É importante compreender também, que toda tarefa transformacional exige autoresponsabilidade. Pois aquele que almeja qualificar as suas ações para que sua felicidade vá além da supostamente possível, deve transcender os limites impostos pelo comodismo ou por pré-conceitos reducionistas, colocando em um patamar superior o potencial de transformação que todo ser humano tem e é capaz de aplicar em seu próprio benefício.
Boa Reflexão e viva consciente.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Você termina tudo o que começa?


- Você termina tudo o que começa?
- Eu sei de alguém que é assim, nunca termina o que começa...
- Mas eu não estou falando de alguém, estou perguntando a você.
- Eu? Sabe que eu não tinha pensado nisso.


O diálogo acima dá uma noção do quanto temos dificuldade em falar de nós mesmos, em assumirmos as nossas deficiências ou dificuldades. É mais fácil você se reportar a outra pessoa do que a si mesmo. É também mais simples observar os outros do que a si próprio. Por isso muitos de nós somos capazes de passar a vida inteira a repetir hábitos e posturas que resultam em fracassos, insatisfações, doenças e outros sofrimentos, sem percebermos que poderia ter sido diferente; sem compreendermos que muito do que fizemos poderia ter sido realizado de melhor modo.
E o que leva a essa cegueira a respeito de nós mesmos? As causas são diversas, mas, a princípio vou me ater a duas: ignorância e orgulho. A ignorância tanto pode ser resultado da falta de educação ou de uma educação deficiente, ou ainda, do menosprezo pelo conhecimento o que certamente nos levará ao orgulho. Quando cito da falta de educação não me refiro à falta de instrução simplesmente, mas, ao conjunto da cultura educacional que, a meu ver, é formada pela educação familiar, religiosa, escolar e social.
A necessidade de uma boa educação familiar está na base do nosso desenvolvimento pessoal, é nela que principia a formação do nosso caráter e da nossa personalidade. Se essa educação for falha estaremos com sérios problemas para conhecer a nós mesmos integralmente, já que é aí que muitas das nossas potencialidades são enterradas mesmo antes de serem exploradas. O sentimento de incapacidade diante dos desafios, diante das oportunidades que a vida oferece, é um fato alimentador da nossa insegurança, da falta de autoconfiança. É isso, também, que em certas circunstâncias nos faz desistir das nossas empreitadas, algumas vezes antes de iniciá-las e outras depois de algum tempo. A educação deficiente e desmotivadora é que nos faz ignorar nossa força e coragem para prosseguir.
Por vezes, é possível até que tenhamos algum conhecimento que nos aponta a necessidade de correção em nossa rota existencial, mas, por soberba teimamos em permanecer os mesmos, esperando que algo mude fora de nós. É nesse caso que o orgulho nos remete à posição de não reconhecermos que precisamos de ajuda, que se alguma coisa não vai bem conosco precisamos mudar, precisamos de alguém que nos oriente até. È danoso à nossa integridade pessoal quando ignoramos nossas necessidades interiores, nossa necessidade de reequilíbrio ou, até mesmo, de redefinição existencial. Se não terminar aquilo que começamos tem se tornado uma rotina em nossa vida é sinal de que algo anda errado conosco, não é o universo ou as pessoas que conspiram contra nós. Sendo assim, é preciso humildade para reconhecer o problema como nosso. Seguramente esse é primeiro passo, pois, quando nos despimos de todo preconceito e assumimos a nossa realidade fica bem mais fácil abrir caminho para a solução desta infelicitadora deficiência.
Concluindo, vale ainda destacar que o sentimento de autoconfiança e de competência pessoal é fruto de uma autoestima sempre equilibrada, e ambos são fundamentais para que você use de racionalidade e realismo ao definir seus objetivos na vida e possa concluí-los. E você, termina tudo o que começa?
Boa Reflexão e viva consciente.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Seja Inteligente




É ilusório crer que o fato de possuirmos inteligência já nos reveste com a aura de criaturas inteligentes. Apesar da obviedade dessa constatação, não há um consenso sobre ela, principalmente porque orgulhosamente nos acostumamos a alardear que o que nos diferencia dos animais é exatamente a inteligência. Mas, será verdade isso? Basta ter inteligência e pronto, lá vamos nós faceiros a fazer maravilhas pela vida afora? A realidade não é bem essa, não é mesmo? Possuir inteligência é uma coisa, ser inteligente é outra. Se fosse diferente não cometeríamos tantas atitudes burras e inconseqüentes, não atentaríamos quase que diariamente, contra o nosso próprio bem-estar, ou não seriamos tão intolerantes e pobres em generosidade com os aqueles que nos cercam. Às vezes, agimos com tanta falta de inteligência que seria ofensivo a alguns animais nos comparar a eles. Falta-nos inteligência, por exemplo, quando fazemos nossas escolhas sem critérios ou valores, quando nos entregamos a cometer atos autodestrutivos, quando, mesmo que inconscientemente, nos submetemos a manipulação abdicando de nossa integridade para obter ganhos, secundários, efêmeros ou aparentes, etc.
Quando utilizamos nossa inteligência raciocinamos, racionalizamos, ponderamos, enfim, usamos os dados que dispomos para chegarmos a alguma conclusão objetiva. Por outro lado, quando agimos de outra maneira deixamo-nos levar pelo acaso, pelo obscuro e, porque não dizer, pela ilusão, uma vez que só é verdadeiro aquilo que realmente temos condições de discernir, de tornar claro e real. Pensar no sentido produtivo é raciocinar, é processar os conteúdos armazenados em nossa mente criando uma espécie de base para nosso comportamento, transformando nossas energias vitais em elementos para serem vivenciados positivamente. É diferente de só pensar por pensar, de só ocupar a mente e nada mais.
Ser inteligente é ativar nosso senso de realidade, que é uma espécie de sensor que nos possibilita discernir entre o real e o imaginário, servindo-nos como um guia a nos orientar. É o senso de realidade que alimenta nosso bom senso, essa habilidade que quanto mais apurada melhor nos descortina o que é adequado ou inadequado, o que é agradável ou desconfortável, o que é positivo ou negativo para a realização do nosso projeto de autosatisfação. Portanto, ser inteligente implica em positivar uma das maiores capacidades do ser humano que é o poder de escolha, um atributo que nos permite definir e optar pelo melhor para que possamos viver de modo mais equilibrado e feliz. A realidade nos revela que a todo o momento estamos a fazer escolhas, em sendo assim, o melhor é fazê-las sempre inteligentemente. Dê sua opinião!
Boa Reflexão e viva consciente.