sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Roda Viva - Chico Buarque

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bom Tempo Para 2011


Neste momento de transição temporal, onde a criatura humana tem por necessidade deitar um olhar interrogativo sobre o novo ano que irá se iniciar, faz-se mister saber que o ano de 2011 será como você quiser que ele seja. Como diria o nosso amado poeta, Carlos Drummond de Andrade*, ele será bom se você o ajudá-lo a ser bom, ou seja, compete a cada um fazer o melhor a cada dia.

O novo ano se apresenta como um livro aberto a ser ainda escrito por nós. Dependendo em muito da nossa criatividade, dinamismo e preparo para transformá-lo num sucesso ou não. A nossa história é feita de tempo. Um segundo, um minuto, uma hora, um dia, e assim sucessivamente segue a nossa vida. Cada ação conta quem somos, o que seremos ou queremos ser.

A nossa história também se compõe de conhecimento. Na ignorância nos perdemos de nós mesmos, seduzidos que podemos ser por atalhos que poderão nos perder ou atrasar nossa jornada. Na arrogância pensamos já saber tudo, criamos a ilusão da autosuficiência quando cada vez mais temos prova de que somos todos aprendizes da vida neste universo em constante mutação.

Amor, benevolência, humildade, solidariedade, compreensão, consciência, alegria, autenticidade, humanismo, compartilhamento, honestidade, ética, são alguns valores, princípios, virtudes ou hábitos que podemos cultivar a todo tempo e lugar. É tempo de investir no “ser” humano e espiritual. Cabendo a cada um a responsabilidade de escolher e semear boas sementes para que 2011 seja um tempo bom e pródigo em boa colheita.

Boa Reflexão e viva consciente.


*Carlos Drummond de Andrade, escreveu o poema Previsão do Tempo para 1967

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Educação Muito Ruim



Na verdade não precisaria ninguém lá de fora vir aqui dizer em que nível anda a nossa educação, mas, por via das dúvidas, aí vai a informação:

O Brasil ficou em 53º lugar entre 65 países no último ranking do Pisa Em edição publicada nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist diz que dados recém-divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que a educação brasileira teve "ganhos sólidos" na última década.

Ainda assim, a revista afirma que "o progresso recente meramente elevou o nível das escolas de desastroso para muito ruim".

A Economist se referia à divulgação, na última terça-feira, do 4º Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mediu o nível da educação em 65 países. O Brasil ficou na 53º colocação, tendo obtido 412 pontos em leitura, 386 em matemática e 405 pontos em ciência.

O desempenho do país em cada uma das três áreas foi, em média, 20 pontos superior ao registrado no último teste, em 2006. O resultado fez com que a OCDE considerasse que o caso brasileiro revelava "lições encorajadoras".

Em entrevista à Economist, a pesquisadora Barbara Bruns, do Banco Mundial, cita entre os motivos para a melhoria o sistema brasileiro de avaliação escolar, criado há 15 anos.

"De um ponto de partida em que não havia nenhuma informação sobre o aprendizado do estudante, as duas (últimas) presidências construíram um dos sistemas de medição de resultados educacionais mais impressionantes do mundo", disse ela.

Apesar do avanço, a revista diz que dois terços dos jovens de 15 anos são incapazes de fazer qualquer coisa além de aritmética básica.

"Mesmo escolas privadas e pagas são medíocres. Seus pupilos vêm das casas mais ricas, mas eles se tornam jovens de 15 anos que não se saem melhor que um adolescente médio da OCDE", afirma a publicação.

Segundo a Economist, uma das razões para a má qualidade do ensino é o desperdício de dinheiro. "Como os professores se aposentam com salários integrais após 25 anos para mulheres e 30 para homens, até a metade dos orçamentos da escola vai para as aposentadorias", diz a revista.

A publicação afirma ainda que, exceto em poucos locais, professores podem faltar em 40 dos 200 dias escolares sem ter o salário descontado.

A Economist diz que o país estabeleceu a meta de alcançar a média da OCDE na próxima década, mas alerta que, "no ritmo atual, chegará só até a metade do caminho".

A solução, aponta a revista, é propagar iniciativas como a da cidade do Rio (que combate a falta de professores dando pagando bônus às escolas que atingirem metas) e a do Estado de São Paulo (que criou plano de carreira a professores que vão bem em testes de conhecimento).

"Se o Brasil alcançar a nota, será porque conseguiu espalhar essas práticas inovadoras por todos os cantos", conclui a revista.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ironias e Bolinhas a Parte


Como o clima eleitoral já anda meio pesado e, de certa forma, cansativo, nesse final de campanha. E para que ninguém me acuse de estar puxando a brasa para minha candidata, nesta semana resolvi relaxar, ou seja, pegar leve em relação às obras do metro de Sampa, onde quem pega pesado mesmo são os trabalhadores e os fraudadores de licitação. E antes que alguém me jogue alguma bolinha de papel ou coisa parecida, resolvi usar capacete à prova de vigas e vergalhão também.

Falando sério, diz o professor de filosofia da USP, Vladimir Safatle, que “uma das características da inteligência é a capacidade de operar distinções", talvez seja essa capacidade que necessita ser desenvolvida por uma boa parte da nossa população. E olha que não é só o povo pobre que precisa, como costumam dizer alguns pseudo-especialistas e outros tantos preconceituosos. Muita gente que anda de nariz arrebitado se achando o supra-sumo disso ou daquilo, ainda não aprendeu a fazer distinções, inda mais quando se trata de política e não de novelas ou futebol.

Em se tratando de animais, acredito que os tucanos(as aves), se possível fosse, deveriam processar o PSDB pelo mau uso da imagem deles. Eu que sou um defensor do meio ambiente que, para os leigos, inclui a flora e a fauna, fico constrangido quando vejo um tucano belo em sua plumagem e cores, sendo olhado com desconfiança. Devia ter uma Lei que impedisse o uso de animais em siglas partidárias, em certos casos, isso depõe contra o inocente bicho. Outro dia, inclusive, vi um tucano apanhando de uns pardais no sítio de um amigo. Segundo me informou um ornitólogo, ultimamente os tucanos, por razões ambientais, têm sofrido alterações comportamentais transformando-se em predadores dos ninhos de aves menores, daí o peteleco que ele estava levando dos pássaros. Nada a ver com bolinhas de papel ou coisas do gênero.

Para informação dos machistas de plantão e das mulheres que votam de acordo com o patrão, a terceira e última mulher a governar o Brasil foi Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, a Princesa Isabel, que foi também a primeira Senadora. Conhecida como a Redentora, mulher de refinada educação, foi aliada dos abolicionistas e em 13 de maio de 1888 sancionou a Lei Áurea abolindo a escravatura no Brasil.

Concluindo, quem sabe se soubéssemos “operar distinções” como disse o citado professor, as eleições deste ano poderiam ter tido um caráter pedagógico primoroso, mas, pelo visto, ainda temos muito chão para caminhar e muita bolinha de papel para driblar. Aliás, ironias a parte, se fosse algum partidário da Marina que tivesse jogado bolinhas no candidato tucano, com certeza elas teriam sido de papel reciclado, ou então nem jogaria, respeitando a tal neutralidade da candidata. Para efeito elucidativo ou didático, neutralidade em política não existe, é só um eufemismo utilizado principalmente por políticos quando querem ficar em cima do muro.

Até breve.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alguém Que Me Fala feliz



Dia desses ouvi, e não foi a primeira vez, alguém dizer: “ Preciso encontrar alguém que me faça feliz”. Não sei o que você pensa disso, mas, parece-me que há um traço cultural de baixa auto-estima nesse comportamento de sempre delegar aos outros a responsabilidade por aquilo que é da competência do próprio indivíduo, ou então, no que se refere a relacionamentos amorosos, parece-me fazer parte do imaginário de cada um essa expectativa de encontrar alguém que venha lhe suprir as necessidades afetivas como se fosse num passe de mágica. Doce ilusão, eu diria! Essa de acreditar que alguém vá encontrar outra criatura prontinha e disponível para lhe amar ou lhe fazer feliz. A realidade é que, quando muito, pode-se procurar por alguém para ser feliz juntos, para construir dia pós dia aquilo que venha a ser felicidade.

Ame-se! Essa é premissa principal para você que almeja um relacionamento satisfatório. Sem que você tenha amor por si próprio, sem que se autovalorize, dificilmente irá encontrar alguém que lhe ame verdadeiramente e o respeite. Sonhar é bom, mas viver no mundo da fantasia é próprio de quem vive a fugir da vida.

Boa Reflexão e viva consciente.

Quinua, Alimento Saudável e Completo




A quinua é uma excelente fonte de carboidrato de baixo índice glicêmico, que leva mais tempo para ser transformado em açúcar no sangue. Isso evita a produção em excesso de insulina, o hormônio responsável pelo estoque de gordurinhas. Ainda tem vitaminas, sais minerais e gordura boa. Mas é a proteína de alto valor biológico que faz desse grão um alimento especial. “A quinua tem uma combinação de aminoácidos (componentes da proteína) semelhante à do arroz e feijão juntos”, atesta Jaime Farfan, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade de Campinas (Unicamp). Cada grão contém 20 aminoácidos diferentes, entre eles a metionina e a lisina, responsáveis pela formação de uma proteína completa e de boa absorção – quase uma exclusividade dos alimentos de origem animal. Por isso, você pode recorrer a ele para recuperar e manter os músculos – importante para acelerar o metabolismo e, com isso, queimar mais calorias. A vantagem é ser livre da gordura saturada das carnes, que, em excesso, prejudica o coração. Ao contrário: tem ômega 3, gordura que limpa as artérias.

Ok, a quinua não tem a mesma quantidade de ferro que a carne. Porém, ganha de qualquer outro cereal também nesse quesito. Em cada 100 gramas, são 10,9 miligramas do mineral, que combate a anemia e garante pique. “Essa é uma ótima notícia para quem come pouca (ou nenhuma) carne vermelha”, afirma a nutricionista Heloísa Guarita, da Clínica RGNutri, em São Paulo. O mix de fibras e vitaminas (C, E e especialmente as do complexo B) completa a valiosa ficha nutricional da quinua, considerado pela Food and Agriculture Organization (FAO) o melhor e mais completo alimento de origem vegetal.

Importada da Bolívia, a embalagem com meio quilo custa entre 11 e 14 reais. O preço é salgado? Se você comparar com o de uma caipirinha de saquê, comum na happy hour, não é tanto assim. Lembre-se de que o cereal é fonte de proteína, nutriente mais caro que os outros. Além disso, chega a triplicar de tamanho depois de cozido – ou seja, um pacotinho dá para várias receitas. As que apresentamos aqui são feitas com as diferentes versões de quinua encontradas nos supermercados (grão, farinha, flocos e até macarrão). Entre nessa onda!

fonte: http://boaforma.abril.com.br/dieta/pro-musculos/quinua-proteina-grao-488349.shtml

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Superação


Sempre que diante de algum desafio você você usa de argumentos tipo: "isso é muito difícil", "eu não consigo", "eu não possso", etc., você está atestando sua incapacidade de superação. Pense Nisso!
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Consciência


A grau de espiritualidade de qualquer pessoa tem mais a ver com a sua consciência, do que com aquilo que ela acredita. É sua consciência que norteia o seu agir no mundo e o modo como se relaciona com os outros. Em síntese, isso significa que a espiritualidade é algo que se pratica, não fica apenas no pensamento.

sábado, 2 de outubro de 2010

Mitos Prejudicam Tratamento do Transtorno Bipolar


Pacientes e familiares ignoram natureza biológica da doença e duvidam da eficácia da medicação, o que causa crises e recaídas

GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO

Crenças sobre o transtorno bipolar causam baixa adesão dos pacientes ao tratamento.
Há quem creia que a doença é só um problema emocional, e que remédios fazem mais mal do que bem. São mitos endossados por quase metade dos doentes e familiares, diz pesquisa do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da USP.
Foram avaliados frequentadores de encontros no instituto: 40% têm crenças errôneas sobre a natureza da doença, o papel da família e os efeitos da medicação.
A doença se caracteriza por crises de euforia e depressão. Em geral, surge na adolescência ou início da vida adulta e tem forte componente genético.
"Foi uma surpresa encontrar essas crenças em pessoas que frequentam encontros psicoeducacionais", diz Ricardo Moreno, diretor do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do IPq.

ALIANÇA TERAPÊUTICA
Moreno afirma que o controle do transtorno depende de aliança terapêutica com o paciente e parentes. "Qualquer interferência, seja da crença do paciente ou da família, pode levar à interrupção do tratamento."
"É bem comum que o paciente abandone o tratamento por não acreditar na doença", reforça a psiquiatra Thaís Zélia dos Santos, da Santa Casa de São Paulo.
O tratamento inclui remédios para estabilizar o humor. "O medicamento é essencial e para a vida toda. Os pacientes me perguntam se vão virar escravos. Eu digo: quem tem depressão ou mania não tem liberdade, tem um sofrimento que não controla e um comportamento que traz consequências."
Sem tratamento, bipolares podem levar vida normal por períodos, já que a doença é cíclica. Só que vão acumulando danos nas relações.
A doença não tem cura. "Precisamos combater a ignorância, o preconceito e o estigma. Preconceito e estigma começam no próprio indivíduo e na família. Eles precisam mudar a atitude, e não esperar que o mundo se transforme", diz Moreno.

Fonte: Folha de São Paulo

Indústria Farmaceutica é Acusada de Inventar Doença!


Saiu no "British Medical Journal': laboratórios inventaram disfunção sexual feminina para lançar Viagra da mulher

Artigo em periódico científico diz que pesquisas em hospitais foram financiadas; empresas se defendem

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Análise publicada na última edição do "British Medical Journal" acusa a indústria farmacêutica de ter financiado pesquisas para transformar falta de desejo feminino em doença. Objetivo: vender remédios.
O texto de Ray Moynihan, professor da Universidade de Newcastle, Austrália, e jornalista de saúde, diz que a Pfizer financiou cursos em hospitais dos EUA dizendo que 63% das mulheres têm alguma disfunção sexual - e que testosterona e sildenafila (componente do Viagra, medicamento produzido pelo laboratório) seriam úteis para tratar o problema.
No Brasil, em junho, a Boehringer apresentou o medicamento Flibanserina como promessa para a falta de desejo entre as mulheres. No mesmo mês, conselheiros da FDA (agência reguladora dos EUA) contestaram a eficácia do "Viagra feminino".
Para o psiquiatra Sérgio Campanella, do Hospital das Clínicas, congressos que apostem no sucesso definitivo dos remédios só contribuem para a desinformação.
"A libido não é resolvida a contento pelas substâncias químicas que a pessoa ingere, mas pela identificação dos fatores psíquicos que estão por trás dela."

OUTRO LADO
A Pfizer informou que "sempre se pauta em dados médicos para falar de doenças que afetam a população" e que já fez testes com Viagra para o tratamento de disfunções sexuais femininas, mas que os estudos da eficácia foram "inconclusivos".
Já a Boehringer disse que os medicamentos pesquisados e desenvolvidos por ela "são fundamentados em estudos clínicos precisos e de acordo com protocolos exigidos pelos órgãos reguladores nacionais e internacionais".

Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 25 de setembro de 2010

Metamorfose



As leis universais têm como fundamento que a transformação é algo inerente às condições de vida em nosso planeta. Em sendo assim, com os seres humanos não poderia ser diferente, uma vez que somos parte integrante desse todo que é a vida universal. Então, partindo desse pressuposto, creio que devemos estar sempre nos capacitando para nos para evoluirmos. Aquele que não muda fica estagnado e arca com tudo que a imobilidade acarreta, pois, ao contrariar a dinâmica da vida o indivíduo se autolimita impedindo que suas potencialidades aflorem e cumpram com o propósito do seu progresso.

São inúmeras as pessoas que, por não compreenderem esse princípio elementar da natureza humana, vão, com o passar do tempo, acumulando desconfortos de toda ordem e transformando suas existências em um extenso mar de sofrimento. E isso pode ser evitado se houver maior dedicação e responsabilidade na busca de um conhecimento mais qualitativo sobre a essência que rege o ato de viver.

E esse conhecimento ao qual fiz menção não se encontra, como, às vezes, imaginamos, nas aparências externas (naquilo que se vê), pelo contrário, encontra-se internalizado nas experiências já vividas e que, por algum motivo, não foram vivenciadas como instrumento de aprendizado e crescimento. A sabedoria, em termos de transformação, é adquirida quando fazemos um autojulgamento de tudo quanto já experimentamos e nos colocamos como sujeitos do nosso processo de mutação, quando deixamos de conceder aos outros a responsabilidade pelas nossas escolhas.

Ninguém é suficientemente sábio que não tenha nada a aprender, e a escola da vida é nosso maior laboratório, é aqui e agora que temos a oportunidade de rever conceitos, de abandonar falsas crenças e preconceitos. Tudo que nos acontece tem um propósito benéfico e alvissareiro, mas, para que o enxerguemos é necessário despir-se da venda que nos turva os olhos da alma para que tenhamos “olhos para ver”; olhos para perscrutarmos o âmago das lições a serem aprendidas ou, digamos, processadas. Ninguém muda ou se torna melhor se não tiver o afã de buscar sempre evoluir, de ir além da visão, às vezes medíocre, do que é ser feliz ou ter sucesso na vida.

Tudo se transforma ou é transformado, mas você é o alquimista, o “mestre do seu domínio”. Nada acontece de novo em seu existir sem a sua participação consciente, você é o grande responsável por tudo quanto queira transformar ou transformar-se; você é o santo do seu milagre e para isso possui incontáveis dons e poderes, entre eles o da vontade, que quando racionalizada e transformada em ações o torna imbatível. Portanto, não fuja ao bom combate da vida, o presente é a semente e o futuro é a colheita, saiba fazer aqui e agora. Não espere acontecer, faça sua hora.

Boa Reflexão para você... Comente!

domingo, 19 de setembro de 2010

Enamore-se da Vida



Alexander Lowen, psicanalista, no livro “Medo da Vida”, indaga: “Se a vida se resume em ser, porque temos medo disso? Por que é tão difícil nos entregarmos a sermos?” A depender da ótica que se dê a esta questão, creio que será possível encontrarmos inúmeras respostas a ela, mas, neste momento, prefiro ater-me apenas a uma delas. A de que na medida em que vamos vivendo, vamos abandonando nossa originalidade, nosso estado de criança onde prevalecia a autenticidade e um modo de ver a vida em sua essência de liberdade, para, com o passar do tempo, irmos-nos deixando enredar por condicionamentos nos aprisionam e fazem aflorar nosso medo de ser.
Embora alguém possa livremente divergir dessa abordagem, por diversas razões acredito que o tornar-se adulto seja o deflagrador dos nossos medos, uma vez que nessa trajetória, através dum processo educativo rico em temores, é que vão sendo repassados elementos coercitivos do nosso modo de ser natural. E dessa ruptura entre o que essencialmente somos para o que nos levam a crer que devemos ser, é que começamos assumir posturas inadequadas que dificultam a melhor compreensão da nossa existência e, por conseqüência, de quem verdadeiramente somos. É aí que, de certa forma, passamos a ter medo da vida e de tudo quanto a envolve, é como se começássemos a respirar menos e aproximarmos-nos da morte, um temor que, por si só, causa-nos desconfortos emocionais e físicos consideráveis.
O medo de morrer e o medo de viver são faces de uma mesma moeda, pois se amparam no medo de ser. Tanto isso é verdade que, por incrível que pareça, muitas pessoas temem igualmente tanto o sucesso como o fracasso, tanto amar como serem amadas. E, por não se permitirem serem essencialmente autênticas, criam um universo de incertezas e inseguranças, onde o viver torna-se algo tão assustador o que, contraditoriamente, as leva, mesmo que gradativamente, rumo à morte que tanto temem. A todo o momento temos que escolher entre o ser ou não ser, entre enfrentar a vida e vivenciá-la de modo que não abdiquemos da nossa qualidade essencial de sermos tanto quanto possível autênticos e naturais, ou entregarmos-nos à negação de nós mesmos, dos nossos sentimentos e emoções, permitindo que nossa existência fuja ao nosso domínio e nos tornemos prisioneiros do medo.

Portanto, não nos resta melhor alternativa que a de revitalizarmos a consciência do que realmente somos, fazendo fluir com toda a intensidade um novo modo profundo de ver, sentir e viver a vida em toda sua essencialidade; em toda sua divina profundidade, por assim dizer. Se o que desejamos é a plenitude prazerosa de viver, então o melhor é enamorar-se da vida e nutri-la todos os dias, permitindo-nos simplesmente ser livres.

Boa reflexão para você.

Você está enamorado da sua vida agora? Comente...

sábado, 7 de agosto de 2010

A Influência da Autoestima II




“Confiar nas próprias idéias e
saber-se merecedor da felicidade
é a essência da auto-estima”
Nathaniel Branden


Certa vez tive um cliente dependente químico que, durante algum tempo, ao fim de cada sessão, me dizia: “... o que é que eu tenho que mentalizar para mudar minha autoestima?”. E eu sempre lhe respondia: “Não basta apenas mudar o pensamento, é preciso também realizar mudanças, mesmo que pequenas, em suas atitudes diárias visando manter o seu bem-estar”. Quando passou a agir assim, abandonando gradativamente os pensamentos e as posturas que não lhe eram saudáveis, ele resgatou, juntamente com a sobriedade, o seu equilíbrio existencial.
Às vezes, autoestima é compreendida pelas pessoas sob diversas formas, algumas a vêem como um dom ou valor que uns poucos possuem, outras acreditam poder obtê-la através de mudanças superficiais, ou que ela possa ser conquistada apenas através da mentalização de sentenças positivas, etc. É até possível que esta última prática ajude, mas, efetivamente a autoestima se realiza, num primeiro momento, pela transformação interior onde a elaboração mental consciente é fundamental, e, depois, pela prática de ações afirmativas que demonstrem, por exemplo, consciência, autoconfiança e, sobretudo, amor e respeito pela própria vida.
A autoconfiança é um importante elemento da autoestima, não possuí-la significa viver sob a influência do derrotismo, do fracasso antecipado. Daí que para se instituir autoconfiante, antes é necessário confiar realisticamente em seus próprios valores e idéias, além de estar convicto de sua competência pessoal, pois, só assim haverá motivação suficiente obter conquistas e mantê-las. Demonstrar confiança em si próprio é fundamental para que as pessoas também confiem em você. Da mesma forma, é necessário respeitar-se a si mesmo, para que os outros também o respeitem. Os que estão à sua volta, na maioria das vezes, tratam-no da maneira como você se trata.
Em síntese, não há como negar que qualidade da autoestima tem profunda influência em todos os setores da existência humana, seja na família, no trabalho, no trato com as pessoas em sociedade, nas relações íntimas e pessoais, enfim, em todo tempo e lugar. Observe: quando sua autoestima está baixa você tende a ser pouco exigente com o que dá para si mesmo e com o que recebe dos outros; contenta-se com pouco e não se sente merecedor de algo mais. Por outro lado, quando sua autoestima está em equilíbrio você se sente estimulado a buscar novos desafios, a ser mais exigente, a estabelecer objetivos mais elevados e de maior relevância, a valorizar e cuidar melhor de você.
Enfim, a autoestima, além de ser determinante para o equilíbrio psíquico-emocional e físico, está intimamente ligada ao grau de satisfação das mais diversas necessidades humanas. Então, se o seu propósito é obter da vida o maior grau de autosatisfação, renove e qualifique o conceito que tem de si próprio, deixe fluir suas qualidades e realize ações produtivas e edificantes que reforcem sua autoestima todos os dias. Isto não é receita pronta, mas é um bom princípio.
Boa Reflexão e viva consciente

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A Influência da Autoestima I




A autoestima é uma necessidade humana fundamental e, independente do conhecimento que tenhamos dela ou do nosso consentimento, ela está sempre presente em nossa existência. Definida de maneira sucinta e clara, a autoestima é o conceito intimo de valor que possuímos a respeito de nós mesmos e que expressamos a todo tempo e lugar. Destarte, quer estejamos consciente ou não da qualidade de nossa autoestima, ela afeta sobremaneira o nosso modo de viver; motivando nosso sucesso quando positiva, e fomentando nossos fracassos e sofrimentos quando negativa. Portanto, a essencialidade da autoestima está intimamente ligada ao nosso grau de autosatisfação, isto é, se aspiramos uma existência onde paulatinamente possamos atingir um grau elevado de satisfação ou realização pessoal, não podemos prescindir de conscientemente investir em seu aprimoramento. Lembrando ainda, que a autoestima possui uma via de mão dupla, ou seja, se por um lado ela influencia nossas atitudes, do outro, ela se nutre destas mesmas atitudes; o que equivale dizer que, reciprocamente, quando melhoramos o patamar da nossa autoestima damos qualidade às nossas posturas e vice-versa.
Nathaniel Branden, psicólogo americano, autor de estudos e livros sobre o assunto, diz o seguinte a respeito da influência da auto-estima: “A autoestima, quando plenamente realizada, é a vivência de que somos adequados para a vida e suas exigências. Especificamente, auto-estima é: confiança em nossa capacidade de pensar; confiança em nosso direito de vencer e sermos felizes; a sensação de que temos valor, e que merecemos e podemos afirmar as nossas necessidades e aquilo que queremos alcançar nossas metas e colher os frutos dos nossos esforços”. Em sendo assim, quando não realizamos nossa autoestima, ou seja, quando não a valorizamos e deixamos que ela permaneça em desequilíbrio, menos desejamos e menos conseguimos, pois, a falta de clareza daquilo que realmente é bom e satisfatório para nossa vida será sempre um obstáculo ao nosso crescimento.
Portanto, com a autoestima baixa a probabilidade de que desistamos dos nossos objetivos é praticamente certa, pois, nos faltará a confiança necessária para desprendermos todo o esforço que poderíamos dar em prol daquilo que almejamos; os desafios tornam-se assustadores quando nossa auto-estima está em desequilíbrio. Porém, se ela for positiva maior será nosso grau de coragem e persistência diante das dificuldades, maior será também nossa autoconfiança para dar o nosso melhor para realizarmos os nossos propósitos na vida.
Boa Reflexão e viva consciente.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Autoestima e Comunicação



Como especialista em autoestima, cheguei à conclusão de que podemos avaliar o grau de autoestima de alguém ou de nós mesmos utilizando-se de algumas premissas. Uma delas, já citada em outros textos, está relacionada à qualidade do uso do tempo, e a outra não menos importante, que por hora destaco, refere-se ao modo como a pessoa se comunica. Isto porque a comunicação interpessoal é também elemento integrante da expressão da autoestima.
Para ilustrar a presente reflexão cito um exemplo pessoal. Em outros tempos já fui uma pessoa muito tímida e, pela dificuldade em expressar com clareza o que estava pensando ou sentindo, acabei contribuindo para que muitas situações acabassem por gerar sérios transtornos em minha vida. Só que, por falta de uma compreensão mais apurada acerca de mim mesmo, na época desenvolvi a crença de que ninguém me compreendia, de que eu era vítima de todos e de tudo. E, assim, fui colecionando perdas, fracassos e relacionamentos insatisfatórios.
Aprendi por mim mesmo que, muitos daqueles que se dizem incompreendidos não percebem que são eles próprios os responsáveis por não se fazerem compreender; que muitas vezes não há como os outros adivinharem o que estamos pensando ou sentindo quando não nos comunicamos com clareza. Às vezes, na base de certas crises relacionais o que fica evidente é justamente a falha ou ausência de comunicação. Muitos casais, por exemplo, até tentam se relacionar melhor, porém, pecam ao deixar de expor com maior nitidez o que cada um sente ou pensa em relação ao outro, ou sobre a situação em vigor. Em sendo assim, cada um, a seu modo, vai acumulando insatisfações que inevitavelmente acabam por alimentar e gerar crises, às vezes, irremediáveis.
Às vezes, costumo dizer que toda pessoa precisa aprender a ser honesta consigo mesma, mas, por isso soar estranho para algumas pessoas, elas indagam: “como posso faltar com a verdade comigo mesmo?”. A questão é simples, sempre que diante do outro você não se assume por inteiro como você é, neste exato momento você também está faltando com a verdade para consigo. Ser honesto consigo próprio significa deixar de viver disfarces, romper com a encenação de papéis mostrando o seu “eu” verdadeiro, pois, toda convivência amparada na falta de autenticidade um dia ou outro será descoberta. Aquele que não é autentico vive sempre preocupado e ansioso por temer a todo tempo que descubram a sua farsa. Por outro lado, aquele que age de maneira transparente, sendo quem realmente é, vive com maior leveza e satisfação por não ter nada a esconder.
Enfim, quem possui a autoestima equilibrada se comunica com eficiência. É integro ao falar de si mesmo, expressa com serenidade suas opiniões e sentimentos, expõe com competência suas habilidades pessoais.
Boa Reflexão e viva consciente.

domingo, 25 de julho de 2010

Você Pode Transcender




Suas ações mostram quem você é,
seja arquiteto e construtor da sua vida.


Numa palestra em uma escola, um menino me perguntou: “O que a família tem a ver com a autoestima?”. De pronto, eu respondi: “tudo a ver”. Ele argumentou novamente: “Então se eu não tenho autoestima, minha família é culpada?”. A seguir repasso para vocês, o meu pensamento a respeito do assunto.
Não me apraz a idéia de culpar a família pura e simplesmente, até porque, soa muito fácil jogarmos toda responsabilidade nos pais pelos desacertos dos filhos. Não podemos esquecer, também, que os eles herdaram de seus próprios pais e antepassados o modelo de educação que repassaram ou repassam. Penso ainda que, quando se radicaliza nessa idéia corre-se o risco de passar a vida inteira culpando a outrem por tudo de negativo que nos acontece, ao invés de fazermos algo para mudar.
Por outro lado, acredito que o indivíduo educado num ambiente familiar estimulante e nutritivo afetivamente, tenha maior possibilidade de aprender atitudes que reforcem sua autoestima. Da mesma forma que aquele educado num ambiente onde predominou a crítica, e teve os limites impostos através do medo ou da chantagem emocional, tenha dificuldades na manutenção de uma autoestima equilibrada. Levado às devidas proporções, esse raciocínio também se aplica ao âmbito escolar onde parte da formação educacional se realiza, uma vez que os professores, salvo raríssimas exceções, reproduzem o modelo pelo qual foram educados.
Indo um pouco mais além na reflexão, podemos dizer que a personalidade ou caráter do indivíduo está presente em tudo àquilo que ele faz. É no seu modo de agir que ele revela-se, que exterioriza seus valores e tudo mais que está contido em seu interior. Porém, vale uma ressalva, isso nem sempre acontece de modo consciente, já que muitas vezes o que prevalece em seu comportamento é fruto de seu inconsciente, daquilo que, por algum motivo, está reprimido ou lhe é desconhecido. É por isso, então, que a pessoa que deseja manter-se emocionalmente em equilíbrio necessita investir mais tempo na atitude de autoconhecer-se, ou seja, de aprofundar o conhecimento que tem de si próprio. Buscando transformar e tornar consciente o conceito que tem de si mesmo, para expressar em cada atitude seus melhores valores, suas autênticas qualidades, além do respeito e o amor que acredita também merecer.
É importante compreender também, que toda tarefa transformacional exige autoresponsabilidade. Pois aquele que almeja qualificar as suas ações para que sua felicidade vá além da supostamente possível, deve transcender os limites impostos pelo comodismo ou por pré-conceitos reducionistas, colocando em um patamar superior o potencial de transformação que todo ser humano tem e é capaz de aplicar em seu próprio benefício.
Boa Reflexão e viva consciente.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Você termina tudo o que começa?


- Você termina tudo o que começa?
- Eu sei de alguém que é assim, nunca termina o que começa...
- Mas eu não estou falando de alguém, estou perguntando a você.
- Eu? Sabe que eu não tinha pensado nisso.


O diálogo acima dá uma noção do quanto temos dificuldade em falar de nós mesmos, em assumirmos as nossas deficiências ou dificuldades. É mais fácil você se reportar a outra pessoa do que a si mesmo. É também mais simples observar os outros do que a si próprio. Por isso muitos de nós somos capazes de passar a vida inteira a repetir hábitos e posturas que resultam em fracassos, insatisfações, doenças e outros sofrimentos, sem percebermos que poderia ter sido diferente; sem compreendermos que muito do que fizemos poderia ter sido realizado de melhor modo.
E o que leva a essa cegueira a respeito de nós mesmos? As causas são diversas, mas, a princípio vou me ater a duas: ignorância e orgulho. A ignorância tanto pode ser resultado da falta de educação ou de uma educação deficiente, ou ainda, do menosprezo pelo conhecimento o que certamente nos levará ao orgulho. Quando cito da falta de educação não me refiro à falta de instrução simplesmente, mas, ao conjunto da cultura educacional que, a meu ver, é formada pela educação familiar, religiosa, escolar e social.
A necessidade de uma boa educação familiar está na base do nosso desenvolvimento pessoal, é nela que principia a formação do nosso caráter e da nossa personalidade. Se essa educação for falha estaremos com sérios problemas para conhecer a nós mesmos integralmente, já que é aí que muitas das nossas potencialidades são enterradas mesmo antes de serem exploradas. O sentimento de incapacidade diante dos desafios, diante das oportunidades que a vida oferece, é um fato alimentador da nossa insegurança, da falta de autoconfiança. É isso, também, que em certas circunstâncias nos faz desistir das nossas empreitadas, algumas vezes antes de iniciá-las e outras depois de algum tempo. A educação deficiente e desmotivadora é que nos faz ignorar nossa força e coragem para prosseguir.
Por vezes, é possível até que tenhamos algum conhecimento que nos aponta a necessidade de correção em nossa rota existencial, mas, por soberba teimamos em permanecer os mesmos, esperando que algo mude fora de nós. É nesse caso que o orgulho nos remete à posição de não reconhecermos que precisamos de ajuda, que se alguma coisa não vai bem conosco precisamos mudar, precisamos de alguém que nos oriente até. È danoso à nossa integridade pessoal quando ignoramos nossas necessidades interiores, nossa necessidade de reequilíbrio ou, até mesmo, de redefinição existencial. Se não terminar aquilo que começamos tem se tornado uma rotina em nossa vida é sinal de que algo anda errado conosco, não é o universo ou as pessoas que conspiram contra nós. Sendo assim, é preciso humildade para reconhecer o problema como nosso. Seguramente esse é primeiro passo, pois, quando nos despimos de todo preconceito e assumimos a nossa realidade fica bem mais fácil abrir caminho para a solução desta infelicitadora deficiência.
Concluindo, vale ainda destacar que o sentimento de autoconfiança e de competência pessoal é fruto de uma autoestima sempre equilibrada, e ambos são fundamentais para que você use de racionalidade e realismo ao definir seus objetivos na vida e possa concluí-los. E você, termina tudo o que começa?
Boa Reflexão e viva consciente.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Seja Inteligente




É ilusório crer que o fato de possuirmos inteligência já nos reveste com a aura de criaturas inteligentes. Apesar da obviedade dessa constatação, não há um consenso sobre ela, principalmente porque orgulhosamente nos acostumamos a alardear que o que nos diferencia dos animais é exatamente a inteligência. Mas, será verdade isso? Basta ter inteligência e pronto, lá vamos nós faceiros a fazer maravilhas pela vida afora? A realidade não é bem essa, não é mesmo? Possuir inteligência é uma coisa, ser inteligente é outra. Se fosse diferente não cometeríamos tantas atitudes burras e inconseqüentes, não atentaríamos quase que diariamente, contra o nosso próprio bem-estar, ou não seriamos tão intolerantes e pobres em generosidade com os aqueles que nos cercam. Às vezes, agimos com tanta falta de inteligência que seria ofensivo a alguns animais nos comparar a eles. Falta-nos inteligência, por exemplo, quando fazemos nossas escolhas sem critérios ou valores, quando nos entregamos a cometer atos autodestrutivos, quando, mesmo que inconscientemente, nos submetemos a manipulação abdicando de nossa integridade para obter ganhos, secundários, efêmeros ou aparentes, etc.
Quando utilizamos nossa inteligência raciocinamos, racionalizamos, ponderamos, enfim, usamos os dados que dispomos para chegarmos a alguma conclusão objetiva. Por outro lado, quando agimos de outra maneira deixamo-nos levar pelo acaso, pelo obscuro e, porque não dizer, pela ilusão, uma vez que só é verdadeiro aquilo que realmente temos condições de discernir, de tornar claro e real. Pensar no sentido produtivo é raciocinar, é processar os conteúdos armazenados em nossa mente criando uma espécie de base para nosso comportamento, transformando nossas energias vitais em elementos para serem vivenciados positivamente. É diferente de só pensar por pensar, de só ocupar a mente e nada mais.
Ser inteligente é ativar nosso senso de realidade, que é uma espécie de sensor que nos possibilita discernir entre o real e o imaginário, servindo-nos como um guia a nos orientar. É o senso de realidade que alimenta nosso bom senso, essa habilidade que quanto mais apurada melhor nos descortina o que é adequado ou inadequado, o que é agradável ou desconfortável, o que é positivo ou negativo para a realização do nosso projeto de autosatisfação. Portanto, ser inteligente implica em positivar uma das maiores capacidades do ser humano que é o poder de escolha, um atributo que nos permite definir e optar pelo melhor para que possamos viver de modo mais equilibrado e feliz. A realidade nos revela que a todo o momento estamos a fazer escolhas, em sendo assim, o melhor é fazê-las sempre inteligentemente. Dê sua opinião!
Boa Reflexão e viva consciente.