“Confiar nas próprias
ideias e saber-se
merecedor da felicidade é a essência da autoestima”
merecedor da felicidade é a essência da autoestima”
Nathaniel
Branden[1]
É comum pessoas avaliarem sua autoestima, ou
a dos outros, por aspectos meramente aparentes, como a posse de bens materiais,
poder, aparência física, dotes intelectuais, etc. O que é um grande equívoco,
uma vez que a autoestima por ser um fenômeno interno, íntimo e, às vezes,
inconsciente, só se torna visível quando se observa o comportamento do
indivíduo, os valores que pratica ou a qualidade das suas escolhas. Por
exemplo, indivíduos com baixa autoestima costumam perpetrar atitudes
autodestrutivas, se autodesvalorizar, desqualificar os outros, fazer críticas
destrutivas ou fofocas, cometer ações imorais, Ilícitas ou antiéticas.
Entre as prováveis causas ou pré-disposições da baixa autoestima
estão o trauma do nascimento, a rejeição parental (provocada pelos pais ou seus
substitutos), o modo negativo de educação e o desejo inconsciente de morte.
Esta última, por exemplo, faz-se presente quando a pessoa pratica
constantemente ações autodestrutivas pondo em risco sua própria vida.
Partindo dessas premissas, vê-se que a autoestima é algo muito
mais profundo e sério, indo além da superficialidade com que às vezes é tratada
pela mídia em geral que, por exemplo, banalizam o assunto visando estimular o
consumismo, associando-a ao ato de possuir este ou aquele bem material. Até
mesmo alguns livros de autoajuda propõem fórmulas miraculosas ao tratar do
tema. Porém, pecam pela subjetividade e pela falta de conteúdo das suas
fórmulas, às vezes, apresentadas como “mágicas” para aumentar a autoestima.
Então, eis a questão: Como transformar a autoestima? Em síntese
pode-se dizer o óbvio, é necessário mudanças de hábitos ou posturas, tanto
mentais como práticas. Porém, importa saber que isso só se tornará possível
quando houver da parte de quem deseja mudar, uma sincera e profunda motivação
para investir na qualidade das suas escolhas em todas as dimensões da sua vida.
Entre os passos para
realizar esta tarefa com sucesso, destacam-se:
• Autoconhecimento – Ato de voltar-se
para o conhecimento de si mesmo, visando despertar interiormente suas
qualidades e entender os seus limites e deficiências como desafios a serem
vencidos através de ações afirmativas; através do autoconhecimento é possível
adquirir autoconsciência, o que significa ter uma visão racional de si mesmo;
• Autovalorização – Aprimorar o
conceito de valor que dá a si mesmo;
• Autoconfiança – Aumentar o grau de
confiança em si mesmo alimentando sua competência pessoal;
• Autorrespeito – Respeitar seus
valores, convicções e desejos. Ser autoafirmativo e autêntico;
• Viver conscientemente – Desenvolver a
compreensão de que é merecedor do melhor e tornar suas escolhas conscientes;
• Ajuda qualificada
– Ao perceber dificuldades na busca por melhorar sua autoestima, ao invés de
sentir pena de si mesmo, a melhor opção é buscar ajuda...
Vale lembrar ainda que ao agir positivamente a seu favor, você
estará contribuindo essencialmente para que o amor que tem por si mesmo
potencialize suas habilidades para obter equilíbrio existencial.
[1]
Nathaniel Branden, americano, psicoterapeuta e escritor, conhecido por seu
trabalho na psicologia da autoestima. É autor de diversos livros sobre
autoestima, entre estes, Autoestima – como aprender a gostar de si mesmo,
publicado pela Editora Saraiva.

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