sábado, 2 de outubro de 2010

Mitos Prejudicam Tratamento do Transtorno Bipolar


Pacientes e familiares ignoram natureza biológica da doença e duvidam da eficácia da medicação, o que causa crises e recaídas

GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO

Crenças sobre o transtorno bipolar causam baixa adesão dos pacientes ao tratamento.
Há quem creia que a doença é só um problema emocional, e que remédios fazem mais mal do que bem. São mitos endossados por quase metade dos doentes e familiares, diz pesquisa do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da USP.
Foram avaliados frequentadores de encontros no instituto: 40% têm crenças errôneas sobre a natureza da doença, o papel da família e os efeitos da medicação.
A doença se caracteriza por crises de euforia e depressão. Em geral, surge na adolescência ou início da vida adulta e tem forte componente genético.
"Foi uma surpresa encontrar essas crenças em pessoas que frequentam encontros psicoeducacionais", diz Ricardo Moreno, diretor do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do IPq.

ALIANÇA TERAPÊUTICA
Moreno afirma que o controle do transtorno depende de aliança terapêutica com o paciente e parentes. "Qualquer interferência, seja da crença do paciente ou da família, pode levar à interrupção do tratamento."
"É bem comum que o paciente abandone o tratamento por não acreditar na doença", reforça a psiquiatra Thaís Zélia dos Santos, da Santa Casa de São Paulo.
O tratamento inclui remédios para estabilizar o humor. "O medicamento é essencial e para a vida toda. Os pacientes me perguntam se vão virar escravos. Eu digo: quem tem depressão ou mania não tem liberdade, tem um sofrimento que não controla e um comportamento que traz consequências."
Sem tratamento, bipolares podem levar vida normal por períodos, já que a doença é cíclica. Só que vão acumulando danos nas relações.
A doença não tem cura. "Precisamos combater a ignorância, o preconceito e o estigma. Preconceito e estigma começam no próprio indivíduo e na família. Eles precisam mudar a atitude, e não esperar que o mundo se transforme", diz Moreno.

Fonte: Folha de São Paulo

Indústria Farmaceutica é Acusada de Inventar Doença!


Saiu no "British Medical Journal': laboratórios inventaram disfunção sexual feminina para lançar Viagra da mulher

Artigo em periódico científico diz que pesquisas em hospitais foram financiadas; empresas se defendem

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Análise publicada na última edição do "British Medical Journal" acusa a indústria farmacêutica de ter financiado pesquisas para transformar falta de desejo feminino em doença. Objetivo: vender remédios.
O texto de Ray Moynihan, professor da Universidade de Newcastle, Austrália, e jornalista de saúde, diz que a Pfizer financiou cursos em hospitais dos EUA dizendo que 63% das mulheres têm alguma disfunção sexual - e que testosterona e sildenafila (componente do Viagra, medicamento produzido pelo laboratório) seriam úteis para tratar o problema.
No Brasil, em junho, a Boehringer apresentou o medicamento Flibanserina como promessa para a falta de desejo entre as mulheres. No mesmo mês, conselheiros da FDA (agência reguladora dos EUA) contestaram a eficácia do "Viagra feminino".
Para o psiquiatra Sérgio Campanella, do Hospital das Clínicas, congressos que apostem no sucesso definitivo dos remédios só contribuem para a desinformação.
"A libido não é resolvida a contento pelas substâncias químicas que a pessoa ingere, mas pela identificação dos fatores psíquicos que estão por trás dela."

OUTRO LADO
A Pfizer informou que "sempre se pauta em dados médicos para falar de doenças que afetam a população" e que já fez testes com Viagra para o tratamento de disfunções sexuais femininas, mas que os estudos da eficácia foram "inconclusivos".
Já a Boehringer disse que os medicamentos pesquisados e desenvolvidos por ela "são fundamentados em estudos clínicos precisos e de acordo com protocolos exigidos pelos órgãos reguladores nacionais e internacionais".

Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 25 de setembro de 2010

Metamorfose



As leis universais têm como fundamento que a transformação é algo inerente às condições de vida em nosso planeta. Em sendo assim, com os seres humanos não poderia ser diferente, uma vez que somos parte integrante desse todo que é a vida universal. Então, partindo desse pressuposto, creio que devemos estar sempre nos capacitando para nos para evoluirmos. Aquele que não muda fica estagnado e arca com tudo que a imobilidade acarreta, pois, ao contrariar a dinâmica da vida o indivíduo se autolimita impedindo que suas potencialidades aflorem e cumpram com o propósito do seu progresso.

São inúmeras as pessoas que, por não compreenderem esse princípio elementar da natureza humana, vão, com o passar do tempo, acumulando desconfortos de toda ordem e transformando suas existências em um extenso mar de sofrimento. E isso pode ser evitado se houver maior dedicação e responsabilidade na busca de um conhecimento mais qualitativo sobre a essência que rege o ato de viver.

E esse conhecimento ao qual fiz menção não se encontra, como, às vezes, imaginamos, nas aparências externas (naquilo que se vê), pelo contrário, encontra-se internalizado nas experiências já vividas e que, por algum motivo, não foram vivenciadas como instrumento de aprendizado e crescimento. A sabedoria, em termos de transformação, é adquirida quando fazemos um autojulgamento de tudo quanto já experimentamos e nos colocamos como sujeitos do nosso processo de mutação, quando deixamos de conceder aos outros a responsabilidade pelas nossas escolhas.

Ninguém é suficientemente sábio que não tenha nada a aprender, e a escola da vida é nosso maior laboratório, é aqui e agora que temos a oportunidade de rever conceitos, de abandonar falsas crenças e preconceitos. Tudo que nos acontece tem um propósito benéfico e alvissareiro, mas, para que o enxerguemos é necessário despir-se da venda que nos turva os olhos da alma para que tenhamos “olhos para ver”; olhos para perscrutarmos o âmago das lições a serem aprendidas ou, digamos, processadas. Ninguém muda ou se torna melhor se não tiver o afã de buscar sempre evoluir, de ir além da visão, às vezes medíocre, do que é ser feliz ou ter sucesso na vida.

Tudo se transforma ou é transformado, mas você é o alquimista, o “mestre do seu domínio”. Nada acontece de novo em seu existir sem a sua participação consciente, você é o grande responsável por tudo quanto queira transformar ou transformar-se; você é o santo do seu milagre e para isso possui incontáveis dons e poderes, entre eles o da vontade, que quando racionalizada e transformada em ações o torna imbatível. Portanto, não fuja ao bom combate da vida, o presente é a semente e o futuro é a colheita, saiba fazer aqui e agora. Não espere acontecer, faça sua hora.

Boa Reflexão para você... Comente!

domingo, 19 de setembro de 2010

Enamore-se da Vida



Alexander Lowen, psicanalista, no livro “Medo da Vida”, indaga: “Se a vida se resume em ser, porque temos medo disso? Por que é tão difícil nos entregarmos a sermos?” A depender da ótica que se dê a esta questão, creio que será possível encontrarmos inúmeras respostas a ela, mas, neste momento, prefiro ater-me apenas a uma delas. A de que na medida em que vamos vivendo, vamos abandonando nossa originalidade, nosso estado de criança onde prevalecia a autenticidade e um modo de ver a vida em sua essência de liberdade, para, com o passar do tempo, irmos-nos deixando enredar por condicionamentos nos aprisionam e fazem aflorar nosso medo de ser.
Embora alguém possa livremente divergir dessa abordagem, por diversas razões acredito que o tornar-se adulto seja o deflagrador dos nossos medos, uma vez que nessa trajetória, através dum processo educativo rico em temores, é que vão sendo repassados elementos coercitivos do nosso modo de ser natural. E dessa ruptura entre o que essencialmente somos para o que nos levam a crer que devemos ser, é que começamos assumir posturas inadequadas que dificultam a melhor compreensão da nossa existência e, por conseqüência, de quem verdadeiramente somos. É aí que, de certa forma, passamos a ter medo da vida e de tudo quanto a envolve, é como se começássemos a respirar menos e aproximarmos-nos da morte, um temor que, por si só, causa-nos desconfortos emocionais e físicos consideráveis.
O medo de morrer e o medo de viver são faces de uma mesma moeda, pois se amparam no medo de ser. Tanto isso é verdade que, por incrível que pareça, muitas pessoas temem igualmente tanto o sucesso como o fracasso, tanto amar como serem amadas. E, por não se permitirem serem essencialmente autênticas, criam um universo de incertezas e inseguranças, onde o viver torna-se algo tão assustador o que, contraditoriamente, as leva, mesmo que gradativamente, rumo à morte que tanto temem. A todo o momento temos que escolher entre o ser ou não ser, entre enfrentar a vida e vivenciá-la de modo que não abdiquemos da nossa qualidade essencial de sermos tanto quanto possível autênticos e naturais, ou entregarmos-nos à negação de nós mesmos, dos nossos sentimentos e emoções, permitindo que nossa existência fuja ao nosso domínio e nos tornemos prisioneiros do medo.

Portanto, não nos resta melhor alternativa que a de revitalizarmos a consciência do que realmente somos, fazendo fluir com toda a intensidade um novo modo profundo de ver, sentir e viver a vida em toda sua essencialidade; em toda sua divina profundidade, por assim dizer. Se o que desejamos é a plenitude prazerosa de viver, então o melhor é enamorar-se da vida e nutri-la todos os dias, permitindo-nos simplesmente ser livres.

Boa reflexão para você.

Você está enamorado da sua vida agora? Comente...

sábado, 7 de agosto de 2010

A Influência da Autoestima II




“Confiar nas próprias idéias e
saber-se merecedor da felicidade
é a essência da auto-estima”
Nathaniel Branden


Certa vez tive um cliente dependente químico que, durante algum tempo, ao fim de cada sessão, me dizia: “... o que é que eu tenho que mentalizar para mudar minha autoestima?”. E eu sempre lhe respondia: “Não basta apenas mudar o pensamento, é preciso também realizar mudanças, mesmo que pequenas, em suas atitudes diárias visando manter o seu bem-estar”. Quando passou a agir assim, abandonando gradativamente os pensamentos e as posturas que não lhe eram saudáveis, ele resgatou, juntamente com a sobriedade, o seu equilíbrio existencial.
Às vezes, autoestima é compreendida pelas pessoas sob diversas formas, algumas a vêem como um dom ou valor que uns poucos possuem, outras acreditam poder obtê-la através de mudanças superficiais, ou que ela possa ser conquistada apenas através da mentalização de sentenças positivas, etc. É até possível que esta última prática ajude, mas, efetivamente a autoestima se realiza, num primeiro momento, pela transformação interior onde a elaboração mental consciente é fundamental, e, depois, pela prática de ações afirmativas que demonstrem, por exemplo, consciência, autoconfiança e, sobretudo, amor e respeito pela própria vida.
A autoconfiança é um importante elemento da autoestima, não possuí-la significa viver sob a influência do derrotismo, do fracasso antecipado. Daí que para se instituir autoconfiante, antes é necessário confiar realisticamente em seus próprios valores e idéias, além de estar convicto de sua competência pessoal, pois, só assim haverá motivação suficiente obter conquistas e mantê-las. Demonstrar confiança em si próprio é fundamental para que as pessoas também confiem em você. Da mesma forma, é necessário respeitar-se a si mesmo, para que os outros também o respeitem. Os que estão à sua volta, na maioria das vezes, tratam-no da maneira como você se trata.
Em síntese, não há como negar que qualidade da autoestima tem profunda influência em todos os setores da existência humana, seja na família, no trabalho, no trato com as pessoas em sociedade, nas relações íntimas e pessoais, enfim, em todo tempo e lugar. Observe: quando sua autoestima está baixa você tende a ser pouco exigente com o que dá para si mesmo e com o que recebe dos outros; contenta-se com pouco e não se sente merecedor de algo mais. Por outro lado, quando sua autoestima está em equilíbrio você se sente estimulado a buscar novos desafios, a ser mais exigente, a estabelecer objetivos mais elevados e de maior relevância, a valorizar e cuidar melhor de você.
Enfim, a autoestima, além de ser determinante para o equilíbrio psíquico-emocional e físico, está intimamente ligada ao grau de satisfação das mais diversas necessidades humanas. Então, se o seu propósito é obter da vida o maior grau de autosatisfação, renove e qualifique o conceito que tem de si próprio, deixe fluir suas qualidades e realize ações produtivas e edificantes que reforcem sua autoestima todos os dias. Isto não é receita pronta, mas é um bom princípio.
Boa Reflexão e viva consciente

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A Influência da Autoestima I




A autoestima é uma necessidade humana fundamental e, independente do conhecimento que tenhamos dela ou do nosso consentimento, ela está sempre presente em nossa existência. Definida de maneira sucinta e clara, a autoestima é o conceito intimo de valor que possuímos a respeito de nós mesmos e que expressamos a todo tempo e lugar. Destarte, quer estejamos consciente ou não da qualidade de nossa autoestima, ela afeta sobremaneira o nosso modo de viver; motivando nosso sucesso quando positiva, e fomentando nossos fracassos e sofrimentos quando negativa. Portanto, a essencialidade da autoestima está intimamente ligada ao nosso grau de autosatisfação, isto é, se aspiramos uma existência onde paulatinamente possamos atingir um grau elevado de satisfação ou realização pessoal, não podemos prescindir de conscientemente investir em seu aprimoramento. Lembrando ainda, que a autoestima possui uma via de mão dupla, ou seja, se por um lado ela influencia nossas atitudes, do outro, ela se nutre destas mesmas atitudes; o que equivale dizer que, reciprocamente, quando melhoramos o patamar da nossa autoestima damos qualidade às nossas posturas e vice-versa.
Nathaniel Branden, psicólogo americano, autor de estudos e livros sobre o assunto, diz o seguinte a respeito da influência da auto-estima: “A autoestima, quando plenamente realizada, é a vivência de que somos adequados para a vida e suas exigências. Especificamente, auto-estima é: confiança em nossa capacidade de pensar; confiança em nosso direito de vencer e sermos felizes; a sensação de que temos valor, e que merecemos e podemos afirmar as nossas necessidades e aquilo que queremos alcançar nossas metas e colher os frutos dos nossos esforços”. Em sendo assim, quando não realizamos nossa autoestima, ou seja, quando não a valorizamos e deixamos que ela permaneça em desequilíbrio, menos desejamos e menos conseguimos, pois, a falta de clareza daquilo que realmente é bom e satisfatório para nossa vida será sempre um obstáculo ao nosso crescimento.
Portanto, com a autoestima baixa a probabilidade de que desistamos dos nossos objetivos é praticamente certa, pois, nos faltará a confiança necessária para desprendermos todo o esforço que poderíamos dar em prol daquilo que almejamos; os desafios tornam-se assustadores quando nossa auto-estima está em desequilíbrio. Porém, se ela for positiva maior será nosso grau de coragem e persistência diante das dificuldades, maior será também nossa autoconfiança para dar o nosso melhor para realizarmos os nossos propósitos na vida.
Boa Reflexão e viva consciente.