sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O Voo do Pintarriscos: Filosofia

O Voo do Pintarriscos: Filosofia: Fortemente orientada para pessoas que dão valor à criatividade, originalidade e exclusividade, o pintarriscos voa por mundos tão diversos...

Admirável a mensagem!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Terceirização dos Filhos

Algo preocupante na seara das famílias, independente do extrato social em que se localizem, é o despreparo, descompromisso e falta de consciência cada vez mais evidente dos pais no que se refere à educação dos filhos.
Hoje em dia, principalmente, está a ocorrer um fenômeno que chamo de “terceirização dos filhos”, onde pais, sob as mais variadas justificativas, têm entregado a educação dos filhos aos avós, escolas, babás, “escolinha de isso ou aquilo”, e até mesmo à chamada “babá eletrônica”; a televisão.  Na falta de um conhecimento mais apurado daquilo que influencia a formação do caráter ou da personalidade das crianças, principalmente na mais tenra idade, que vai de zero a oito anos de idade, essa, como já afirmei, tem sido uma tendência crescente. Uma ressalva, nada contra os avós, sim contra pais que os usam para se desresponsabilizar daquilo que é seu imediato dever.
Num tempo que prestei uma espécie de assessoria a uma escola infantil, percebi que muitos pais praticamente exigiam que a escola “desse um jeito” em seus filhos, como se fosse responsabilidade da escola educa-los. E de nada adiantava dizer a eles que o papel do estabelecimento era o de instruí-los ou, quando muito, o de ser um parceiro na formação do seu filho, o que eles queriam era repassar suas responsabilidades escola.
Quando organizávamos palestras para tratar de temas voltados ao aprimoramento da educação dos pequenos, a frequência dos pais era mínima; como se eles não precisassem adquirir mais nenhum conhecimento. Aliás, a arrogância de muitos pais em achar que já sabem tudo a respeito da educação dos filhos é gritante; para não dizer irritante. Já que a maioria pouco sabe a respeito do assunto e negam-se a aprender.
Sendo assim, creio então que falta humildade a maior parte dos pais para entender que, se querem educar com excelência os seus filhos, precisam rever valores, princípios, paradigmas, crenças ou preconceitos, no tocante à realização dessa pretensão. Se ambicionarem que seus filhos sejam melhores, que se apresentem mais preparados para enfrentar os desafios da vida, antes devem prepara-los com esmero ao invés de entrega-los ao “Deus dará”; como se vivêssemos nos melhor dos mundos onde tudo acontece da mais perfeita maneira, espontaneamente, sem que se faça algum esforço para que o melhor sobrevenha satisfatoriamente.
Encerrando esta breve reflexão, ainda chamo a atenção para outro elemento que tem feito parte desta “terceirização”, a medicalização precoce, ou seja, as drogas que estão sendo usadas quase que indiscriminadamente, sob a égide de diagnósticos muitas vezes imprecisos, como forma de  controle de pretensas anomalias no comportamento da criança.
Enfim, para educar filhos com excelência necessita-se de pais excelentes; preparados, responsáveis, conscientes, afetuosos e compromissados em propiciar o melhor de si para executar esta que, não obstante as dificuldades inerentes à sua execução é uma benfazeja e inestimável tarefa.
Boa Reflexão!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ser Alegre


 

 

Muitas vezes nos enganamos declarando-nos alegres, principalmente quando confundimos alegria com momentos de frivolidades ou de diversão que apenas nos causam sensações artificiais, sorrisos exagerados, satisfações puramente ilusórias que não resistem mais que um breve espaço de tempo. Falo sobre esse engano porque é comum encontrar indivíduos que por um diminuto momento se apresentam eufóricos, e logo a seguir, muito rapidamente, cheios de amargura passam a lamentar as dificuldades que enfrentam na vida.

A alegria quando é real provém, também, da capacidade de ser autônomo e responsável por si próprio, de tomar a vida em suas mãos e superar limites e impedimentos para se autorrealizar por inteiro. Lembrando que essa autonomia vai mais além, requer nobreza de caráter e o cultivo de hábitos edificantes.
 
              Não se trata apenas de ser livre para fazer o que bem quiser ou o que lhe vier à cabeça, e sim de suprimir a necessidade de se impor, comandar ou controlar os outros; de cortar as amarras da aprovação alheia para decidir e agir em positivamente em sua própria vida. Trata-se também de restaurar sua identidade com o seu “eu” mais profundo, onde reside sua semelhança mais genuína com o que há de sagrado em sua essência. Enfim, ser autorresponsável é um estado de consciência em que você ausculta o que há de melhor em seu ser, seus valores mais profundos e bons, visando, também, conviver com os outros em harmonia.
 
             A alegria é a estampa da sua felicidade interior. Quanto mais límpidos, cristalinos e positivos forem seus pensamentos, quanto mais autênticos forem seus sentimentos e emoções, mais duradouros serão seus momentos de contentamento. A alegria é um estado de espírito, um sentimento dadivoso e profundo, gerador de  leveza e paz.
Boa Reflexão e viva consciente.