quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Que Nos Guia?



Você já refletiu por que durante algum tempo e, às vezes, por todo tempo, agimos sem pensar? Por que inconscientemente seguimos pela vida maltratando a nós mesmos, aos outros e ao ambiente que nos cerca, sem que tenhamos a mínima noção do que nos leva a agir assim tão destemperadamente? Fazemos isso por não termos a consciência de nós mesmos. Por não termos a mínima noção do real significado da nossa presença no universo. Quando muito, alguns atingem uma consciência individual, mas, eis que lhe faltam conhecimentos e esforços mais amplos a fim de compreenderem que em sua rota evolutiva há muito mais a fazer para atingir uma consciência universal humanitária.

Então, eis uma instigante interrogação: “O que nos guia?” O que nos leva a ser como somos, ou a pensar como pensamos? Todos nós, conscientemente ou não, nos guiamos por um conjunto de crenças, hábitos e pré-disposições psíquicas que, de algum modo, ou nos foram legadas ou a elas demos causa, e cujos depositários são o nosso subconsciente ou, muito profundamente, a nossa matriz espiritual. É esse conjunto de crenças amealhado nessa existência desde a nossa infância e, quiçá, em existências pretéritas, que nos guia o modo de pensar e agir.

Sendo assim, cabe a nós compreendermos que os inumeráveis conceitos ou pré-conceitos que mantemos em nossa mente tanto podem nos remeter ao sucesso, prosperidade, alegria, satisfação e paz de espírito, traduzindo-se num viver agradável e sereno. Assim como, numa polaridade negativa, podem nos causar fracassos, tristeza, sofrimento ou desconfortos de todos os gêneros, frustrando a nossa evolução e nos desviando da insofismável verdade espiritual que tem o dom de libertar-nos de toda a ilusão que hoje nos assola e domina.

Tornar-seobservador de si mesmo”, vigiar seus pensamentos e tudo que lhe vai à mente, fazer um inventário racional de suas deficiências e hábitos, é algo fundamentalmente recomendável para quem deseja colocar-se num patamar superior da sua própria evolução e ser o guia consciente de si mesmo. Não é debalde que um dos maravilhosos recursos que nos foi legado pela Inteligência Divina da qual somos originários, vem a ser justamente o livre-arbítrio, o poder de escolha. Se ainda não estamos preparados para melhor utilizá-lo, é por que temos nos perdido por atalhos sedutores que têm nos desviado do melhor caminho, o caminho da consciência, ao invés das vielas da materialidade superficial que apenas nos remete ao suprimento das necessidades instintivas ou físicas.

O que nos guia? Devemos sabê-lo para melhor aquilatar aonde desejamos chegar. Se o que almejamos é pousar no cume calmo de um estado de espírito sereno, pacífico e de plena leveza, com toda certeza devemos ajustar o nosso plano de vôo. Tornarmos-nos guia e piloto da nave da nossa vida. A Lei soberana é a Lei do Amor!

Boa Reflexão e viva consciente.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A importância do Colágeno



A falta de colágeno é uma das principais causas de envelhecimento e de muitos outros problemas de saúde. Saiba como manter as taxas dessa proteína lá em cima


Por Daniela Grinbergas

Quando se fala em colágeno, logo é feita a associação com a elasticidade e a fórmula ideal para manter a pele jovem. Mas muito além da estética, essa proteína é importantíssima, pois mantém o organismo trabalhando a todo o vapor. "A deficiência acarreta dores articulares, tendinites, fraqueza muscular e de unhas e cabelos, fragilidade óssea, além do aparecimento de rugas e flacidez", aponta a nutricionista e farmacêutica Letícia Crespo do Amaral, de São Paulo.Isso porque a substância tem função estrutural e é o principal componente proteico de órgãos como pele, ossos, cartilagens, ligamentos e tendões. "Ela representa cerca de 30% de toda a proteína do organismo humano", informa o médico cirurgião Luciano Carrasco dos Santos, do Hospital Santa Virgínia (SP).

Fábrica de juventude

Com o passar dos anos, o corpo passa a sofrer algumas privações de colágeno. A falta dessa substância se torna notável quando o homem entra na fase da maturidade. Também é nessa etapa da vida que começam a aparecer as rugas, pois a pele não tem mais a mesma elasticidade. "A partir dos 25 anos, a produção feita pelo organismo é reduzida a 1% ao ano. E quando atingimos os 50, o nosso organismo passa a produzir apenas 35%", diz o médico cirurgião. Nas mulheres, o problema se acentua na menopausa, devido à diminuição do hormônio estrogênio.

Pesquisa feita pelo dermatologista Johannes Köhler, da Universidade Friedrich Schiller, na Alemanha, utilizou uma técnica a laser para medir o dano causado pela exposição da pele à luz do sol. Köhler conseguiu obter imagens do colágeno e também da elastina, cuja degeneração também provoca o surgimento de rugas e a perda progressiva de elasticidade da pele. "Os testes feitos com 18 voluntários [7 mulheres e 11 homens], com idades entre 21 e 84 anos, apontaram que o fator colágeno/elastina mostrou uma clara relação com a idade do paciente, sendo que as mulheres apresentam perda em um ritmo muito mais rápido que os homens", conclui Luciano Carrasco.

No prato: colágeno

Nosso corpo é capaz de produzir essa proteína, porém, é possível extrair a substância dos alimentos. "A carne vermelha, o frango e o peixe são boas fontes, assim como as vitaminas que facilitam o aproveitamento do componente, como a C, E, betacaroteno e os minerais selênio, silício, cobre e zinco", indica Letícia Crespo.

As vitaminas fazem o papel fundamental nesse processo. "A presença do ácido cítrico [vitamina C] é importante para a ativação da enzima que irá catalisar o processo de síntese de colágeno", justifica a nutricionista Priscila Di Ciero, da capital paulista. Já a vitamina E, presente em óleos vegetais e castanhas, é capaz de impedir a oxidação, o que deterioraria a célula.

Entretanto, os minerais não ficam para trás, não. Eles são responsáveis por manter as células íntegras, como é o caso do selênio, encontrado em nozes, alho, tomate, milho, aves e frutos do mar. "Ele participa de enzimas antioxidantes, que preservam o colágeno por mais tempo", aponta a profissional.

As vitaminas, principalmente as do tipo C e E, estimulam a produção da substância pelo organismo

Colágeno e gelatina para esportistas

Por Priscilla Camargo

Alguns itens, em especial, têm cada vez mais importância na alimentação dos esportistas: os produtos de origem animal. O colágeno é encontrado em abundância nesses itens e é essencial para a manutenção do tônus muscular e de uma pele firme. Aos 25 anos, o organismo passa a produzir menos dessa proteína. De acordo com dois estudos japoneses, a ingestão diária de 10 gramas de colágeno hidrolisado hidrata a pele e colabora com a formação de fibroblasto da epiderme, camada interna da derme.

Já a gelatina, isolada por meio de hidrólise (quebra de uma molécula por água) parcial das proteínas do colágeno, fornece duas necessidades importantes para os esportistas: hidratação e energia (carboidrato). A primeira porque o alimento contém bastante água, e a segunda, garante disposição para praticar exercícios. Curiosidade: beber água após o treino pode causar desconfortos gástricos. A gelatina é uma boa opção para prevenir o incômodo.

Contudo, vale ressaltar que é possível repor o colágeno por meio da alimentação. Entretanto, seria impossível adquirirmos a quantidade ideal que nosso organismo necessita por meio da dieta convencional. Os estudos atuais norteiam, porém não finalizam a discussão. Ainda precisamos compreender melhor a viabilidade do uso de colágeno hidrolisado que comprovem a afirmação relacionada à firmeza da pele. Enquanto isso, continue buscando e mantendo o equilíbrio na sua vida e na alimentação, que o corpo, a saúde e a beleza agradecem! Até o mês que vem. Beijo saudável!

* Priscilla de Arruda Camargo é educadora física com especialização em Prescrição de Exercícios na Saúde, na Doença e no Envelhecimento pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e nutrição esportiva e diretora e consultora de qualidade de vida e saúde do Portal Sentir Bem (www.sentirbem.com.br) e de outros portais do segmento de vida saudável

Fonte: Revista Vida Natural - http://revistavidanatural.uol.com.br

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sai Baba e 2012



Este texto é uma transcrição de uma entrevista dada pelo Mestre Indiano Sai Baba sobre 2012. Sua interpretação, assim como a de muitos outros iluminados, não fala do fim do mundo, mas, do início de um novo tempo na terra - tempo de mais amor, harmonia e solidariedade. Porém, segundo a sua ótica, para que esse Novo Tempo se se estabeleça, transformações profundas estarão ocorrendo em todo o planeta e no interior dos seres humanos.

Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá?

Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.

Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança Consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência actual tem comprovado.
Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.
Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.

Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afectada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.
Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.
Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.
“Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”.

Como assim? Não percebe a escuridão?

Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.
A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o princípio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa frequência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.

Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?

Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.
Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura.
Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.
Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo stress. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo.
Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem... Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.
Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante activo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O Que você Semeia


Há tempos li uma espécie de parábola que nos serve para uma boa reflexão, não só sobre o egoísmo e a arrogância temas sobre os quais fiz menção em outros textos, mas, também, para outros hábitos ou atitudes de igual teor. Narro a seguir a estória, para depois comentar: “Imagine que o Criador ao proporcionar a vida ao ser humano, também lhe fornecesse um pacote com sementes de flores e um canteiro onde ele deveria semeá-las e cultivá-las durante a sua existência. Porém, após nascer e crescer, levado  por uma série de descaminhos, ele  deixa de lado suas boas sementes e passa a plantar espinhos em vez de flores. E aí, num determinado instante de sua existência, acossado pelas dores da vida, o ser humano se depara  com o espinheiro que plantou”.
Reportando-nos atentamente à vida real, vemos que, tal qual a parábola, é assim que tem acontecido com grande parte das pessoas. Apesar de possuírem uma diversidade inigualável de recursos para desenvolverem e deles fazerem bom uso,  elas teimam em fincar o pé na mediocridade ao  não empreenderem nenhum esforço para melhorar suas performances existenciais. Pelo contrário, amparadas por falsas crenças, arrogância, valores ilusórios e outros aprendizados negativos, vão por aí semeando seus espinhos por  onde passam. E quando se deparam com o resultado de tudo quanto plantaram, tentam desesperadamente convencer a si próprias e aos demais que não possuem qualquer responsabilidade com tudo quanto lhes acontece, assumindo papéis de vítimas ou injustiçadas.
É nesse contexto que surgem duas das mais corriqueiras posturas, sobre as quais já fiz referência em texto sobre o egoísmo, mas que vou repetir para dar maior clareza  a esta reflexão. A primeira delas é a do sentimento de culpa, situação em que o indivíduo levado pela compunção por ter cometido atitudes ruinosas, cria situações de sofrimento tanto emocional  como físico buscando se autopunir e, ao mesmo tempo, atrair a piedade alheia. Seria o mesmo que dizer que ele vai  deitar e rolar no espinheiro que plantou na tentativa de redenção de seus mal feitos. A Segunda postura, adotada também por inúmeras pessoas, é a de não assumir a responsabilidade pelos seus atos, situação em que elas se amparam no hábito do desculpismo, ou seja, de todas as formas tentam culpar os outros, as situações e, até mesmo, Deus, por tudo quanto fizeram. Em ambas as situações o sofrimento é eminente,  resultado do que plantaram.
            Assim sendo, a atitude  mais positiva e saudável a ser tomada nessas circunstâncias é a de  assumir  conscientemente a responsabilidade pelos nossos atos – pelos espinhos que plantamos –, arrependendo-nos de tê-los feito. Isto por que, ao assumirmos nossos erros com humildade, estaremos eliminando gradativamente os espinhos plantados  e retomando nosso desígnio original de só plantarmos flores em nossa existência. A culpa pune, o arrependimento purifica.       
            Boa Reflexão e viva consciente.

sábado, 30 de abril de 2011

डेस्कोन्स्त्रुइन्दो Harry




Filme de Woody
Allen - Desconstruindo Harry

"As palavras mais bonitas não são 'eu te amo, são 'é benigno'".


"Você precisa conhecer a si mesmo, sem enganos, aceite suas limitações e continue adiante."


"Todos conhecem a mesma verdade. A nossa vida depende de como decidimos distorcê-la."

terça-feira, 1 de março de 2011

A Melhor Estratégia


Às vezes, por declarada incompetência, por algum desvio de caráter mais profundo ou simplesmente por medo, algumas pessoas sentem-se desconfortáveis ou ameaçadas quando percebem o sucesso de outrem. E isso acontece nas mais variados ambientes, seja na família, no trabalho, nos relacionamentos, no convívio em sociedade, etc. Exemplos para caracterizar esse desvio comportamental é que não faltam, basta observar para encontrá-los, alguns sob o ar da inveja, outros sob a vestimenta de críticas, suspeições ou desqualificações generalizadas. Denominar de medíocre ou mesquinho esse tipo de comportamento não resolve e nem muda coisa alguma, porque é necessário compreender a base errática desse hábito que dá origem ao que chamo de “competição negativa”.

O que muitos banalmente chamam de inveja, às vezes encobre ou disfarça um sentimento íntimo de incapacidade perante os obstáculos ou desafios que, naturalmente, a vida apresenta para que se possa aprender e evoluir. Por outro lado, é importante observar que, quando alguém busca desqualificar ou desvalorizar o outro, independentemente do critério utilizado, isso não resulta necessariamente em ganho real para quem o faz, pelo contrário, perde este a oportunidade de apresentar suas próprias qualidades, ou seja, peca por deixar de falar bem de si mesmo para falar mal do outro.

A boa competição, ou a melhor estratégia, se estabelece a partir do momento em que procuramos apenas demonstrar nossas qualidades e competências, sem desrespeitar ou denegrir os outros. Ou seja, o ponto de referência para que nos qualifiquemos a sermos bem sucedidos em qualquer setor existencial, tem que ser o nosso melhor, pois, em tudo que fizermos estará expresso esse conceito singular e único a respeito de nós mesmos. Lembrando ainda que, para ser vencedor não é necessário derrotar o outro, e sim vencer seus próprios medos, deficiências e limites.

Boa Reflexão e viva consciente.

E Por Falar em Carnaval...



Embora o carnaval seja o momento propício para que as pessoas vistam suas fantasias ou máscaras, é possível observar que, contrariando essa expectativa, algumas delas na verdade despem-nas e se apresentam como verdadeiramente são. Sob a falsa máscara da alegria ou da descontração, euforicamente muitas liberam, por assim dizer, seus instintos e seus bichos. Chegando algumas, em face dos exageros de conduta, ao despautério de atentarem contra as suas próprias vidas ou a de outrem. Quem desconhece os inúmeros casos que ilustram essa narrativa?

O carnaval é festa do ego. Poucos são os que se investem de autêntica alegria para brincá-lo. Mesmo que de modo inconsciente, os instintos e impulsos acabam por substituir a descontração que deveria naturalmente ser vivenciada e sentida. Porém, somente pessoas com baixa autoestima cometem exageros e agem de forma autodestrutiva, levando para onde for suas raivas, insatisfações e desamor por si e pelos outros.

Pessoas de boa autoestima com certeza sabem “curtir” a festa com saudável animação. Respeitam a si próprias e aos outros e aproveitam o “embalo” para liberar a sua “criança” de maneira saudável. Aliás, essa é a receita para quem deseja aproveitar bem o carnaval: permitir-se ser alegre e brincar pelo prazer de brincar.

Boa Reflexão e viva consciente.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O Bem - Consciência e Vigilância



O Doutor José Ângelo Gaiarsa, brasileiro, médico psiquiatra, escritor e psicoterapeuta de renome nacional, de quem eu tive a honra de privar de seus ensinamentos já há algum tempo, disse certa vez que “se todas as pessoas fossem boas como elas acreditam ser, o mundo seria um paraíso”. Confesso que durante um bom tempo guardei essa fala, ora concordando, ora discordando dela. Porém, tendo refletido com mais apuro sobre o assunto, agora tenho plena concordância com ela, uma vez que não pairam dúvidas de que há uma considerável diferença entre o pensar e o ser, ou seja, sobre o pensamento e a consciência.

Eu mesmo já escrevi dizendo que a pessoa é aquilo que ela pensa que é. Por outro lado, também já li estudiosos dizendo a mesma coisa. Hoje acredito ser necessário, no mínimo, relativizar essa idéia, até porque acredito que o individuo não é simplesmente aquilo que ele pensa que é, mas, sim a consciência que ele tem de si mesmo e a pratica correspondente a esse saber. O que é diferente, já que para ter essa consciência demanda que ele tenha um conhecimento bem mais esmerado de si próprio.

Quantas pessoas se enganam a respeito delas próprias, identificando-se, por exemplo, com seu lado profissional: eu sou médico, eu sou pintor, eu sou advogado. Na verdade nós sempre mais estamos do que somos. Eu estou escritor, não sou escritor; eu estou artesão, não sou artesão. Quem você é está na sua essência, no conjunto de valores, princípios, crenças, etc., que formam o seu caráter e se espraiam pela sua personalidade e em sua prática diária.

Há tempos existe uma identificação muito grande com o ter: bens, posição social, poder. Pessoas falam muito mais do que elas têm do que elas são. Em síntese eu diria que vivem como se fossem aquilo que elas têm. Em suas falas o tempo todo elas se remetem ao eu tenho isso, eu tenho aquilo, eu vou comprar isso, etc. Quem é você cara pálida? O carro, o apartamento, o sítio, a fazenda, o celular, o cargo, o título? Quem é você?

Voltando à fala do Dr. Gaiarsa, sobre ser bom... Há uma tênue e estreita linha que nos separa do bem e do mal. Sempre que há uma ausência do bem, eis que surge o mal; se você não está fazendo o bem é provável que esteja fazendo o mal. Não há meio termo, o mais ou menos. Daí a necessidade da constante vigilância, do “vigiar e orar” que já ensinava o Mestre Nazareno. Se você deseja ser bom – fazer o bem –, necessita ir além do pensamento, precisa criar a consciência do bem para fazê-lo com ânimo, esmero e distinção.

Boa Reflexão e viva consciente.